Homenagem aos 20 anos de lançamento do Nintendo 64 no Brasil.

Apresentado na feira comercial de jogos realizados pela Nintendo – a Space World, e previamente conhecido como Projeto Reality, o videogame Nintendo 64 foi um dos únicos consoles da Nintendo com o lançamento simultâneo no Brasil e nos EUA: em 29 de setembro de 1996.

Enquanto na América, os dois primeiros jogos eram vendidos à parte; no Brasil, o console vinha com o cartucho Super Mario 64 – a obra-prima que ditaria o sistema de interatividade 3D nos jogos das próximas gerações!

E até hoje, um dos jogos preferidos de desenvolvedores icônicos como Hideo Kojima. (de Metal Gear Solid), por exemplo.

Custando na época, em torno de R$ 659 reais. (Equivalente a R$ 4.995, em valores corrigidos pela inflação), a versão nacional do console foi consolidada pela Nintendo Playtronic. A divisão é fruto de uma parceria entre a gigante japonesa com a subsidiária da Gradiente, que era responsável pela fabricação e suporte da plataforma no país.

Portanto, ter um Nintendo 64 era sonho de consumo: que só poderia ser concretizando em “suaves” prestações emitidos por carnês da “queridinha” loja de departamento Mappin, localizada no Centro da Cidade de São Paulo.

Na época algumas locadoras como a Progames, alugavam o console por meia ou uma hora de jogatina. De hora em hora, os apelidados game-maníacos se amontoavam repetidamente para ver quem ia mais longe na aventura tridimensional do bigodudo. Bons tempos…

Celebre o aniversário de lançamento simultâneo do videogame Nintendo 64 com nostalgia, assistindo abaixo alguns dos comerciais que eram desenvolvidos e transmitidos nacionalmente:

Divisor de Águas.

Sendo assim, o Nintendo 64 foi o primeiro videogame genuíno com 64-Bits de potência. Podemos dizer que o console é considerado uma fênix “post-mortem” de uma aliança mal sucedida entre a apelidada big N e outra gigante japonesa que se adentrava na indústria dos games – a Sony. O console chegou foi lançado, dois anos depois que o seu concorrente – o PlayStation 1.

Inicialmente, o PS1 tinha sido projetado como um periférico do console de 16-Bits da Nintendo – o eterno SNES.

Fruto de uma parceria entre a gigante japonesa de Kyoto e uma empresa do setor de semicondutores que dominava a tecnologia de Computação Gráfica – a Silicon Graphics, o Nintendo 64 foi o primeiro console com a capacidade técnica de processar gráficos genuinamente tridimensionais.

E manipulados por um controle inédito e igualmente esquisito para a época.

O Joystick continha 10 botões e o chamado Control Stick – um direcional analógico que ditou uma nova mecânica de jogabilidade 3D nos games das próximas gerações vide PlayStation 2. (Segundo console da Sony) e Dreamcast. (Último console da SEGA virar um estúdio terceirizado a produzir games para todas as plataformas).

Defendendo terminantemente o uso dos cartucho para justificar a ausência dos loadings, a proteção contra a pirataria e não se submetendo a pagar por royalties de uso da mídia óptica à proprietária Sony, a Nintendo pagou um preço alto.

Armazenando a memória de 11 vezes os 64-Bits dos cartuchos do Nintendo 64, os CDs do PlayStation 1 atraíram 70% dos estúdios terceirizados que desenvolviam os jogos para o saudoso console de 16-Bits da Nintendo à exemplo da Squaresoft com um de seus carros-chefes – Final Fantasy VII.

A Nintendo precisava reagir.

A biblioteca de respeito!

Bem equipada por uma de suas melhores subsidiárias Rareware. (Desenvolvedora de Donkey Kong Country, SNES), a empresa de Quioto traçou seus próprios caminhos para sobrepujar a liderança da Sony na indústria; disponibilizando uma biblioteca de clássicos indispensáveis para a coleção de qualquer game-maníaco. Sem mais delongas, listamos os 10+:

10º lugar: Donkey Kong 64

9º lugar: Turok: Dinossaur Hunter

8º lugar: Conker’s Bar Fur Day

7º lugar: Star Fox 64

6º lugar: Perfect Dark

5º lugar: Golden Eye 007

4º lugar: Mario Kart 64

3º lugar: Banjo-Kazooie & Banjo-Tooie

2º lugar: The Legend of Zelda: Ocarina of Time & Majora’s Mask

1º lugar: Super Mario 64

Clássicos como Killer Instinct GOLD, Pilotwings 64, STAR WARS: Shadows of the Empire, Jet Force Gemini, F-Zero X, Sin and Punishment, Blast Corps, Yoshi’s Story, Diddy Kong Racing, Pokémon Snap e muitos outros, estenderiam a listagem.

Quais são os seus jogos preferidos?

Até hoje, o console e seus jogos são os itens mais procurados por colecionadores em busca da diversão saudosista. E em perfeito estado de conservação.

Conforme anunciado durante a transmissão do último NINTENDO DIRECT, parte dessa biblioteca consolidada por clássicos do Nintendo 64 serão disponibilizadas na expansão do Nintendo Switch Online em outubro. E com direito ao relançamento do Control Stick, com a inclusão de mais botões e sem fio!

Custando $49.99 dólares, o joystick será vendido a partir de outubro.

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APROVEITE!

10 Curiosidades sobre o universo do Nintendo 64 que você não sabia.

1 – O Nintendo Switch não é o primeiro console que a Nintendo tenha experimentado incorporar a integração entre console de mesa e portátil. Em 1994, a tecnologia foi implementada entre o saudoso Super Nintendo e o Super GameBoy através de um cartucho especial. O recurso foi aperfeiçoado no Nintendo 64 por meio do Transfer Pack – acessório que permitia transferir os monstrinhos de bolso em 2D do GameBoy para os ambientes tridimensionais das batalhas do icônico Pokémon Stadium.

2 – Por defender o uso dos cartuchos ao invés dos popularizados CDs, os games do N64 não tinham o tempo de loading do console de estreia da Sony na indústria dos games. E isso rendeu resenhas bem positivas na imprensa: na época, o jornal Los Angeles Times o descreveu como “o videogame mais rápido” da quinta geração de consoles.

3 – Na terra do sol nascente, o console não vendeu tão bem. O desenvolvedor oficial de cancelado EarthBound 64 e amigo de Shigeru Miyamoto – Benimaru Itô, atribuiu o fiasco comercial no mercado japonês pela falta de RPGs na plataforma.

4 – Restrito ao território japonês, o 64DD era um periférico que acoplado ao Nintendo 64, permitia a entrada de disquetes com 512MB de memória para a troca de dados, expansão de recursos como a construção de pistas e carros em F-Zero X Expansion-Kit 64DD.

5 – Com o ritmo frenético dos minijogos, o clássico Mario Party 64 causava tantos ferimentos nas mãos dos jogadores, que a Nintendo desenvolveu uma luva especial.

6 – No Japão, a Nintendo disponibilizou o Randnet – um serviço pioneiro de conexão à Internet para videogames.

7 – Mario Kart 64 foi o segundo jogo mais vendido do Nintendo 64, contabilizando 9,87 milhões de cópias comercializadas. Obviamente, ficando atrás das vendagens de Super Mario 64, que já vinha com o console.

8 – Contendo 4 megabytes de memória RAM, o periférico adicional Expansion Pak foi lançado pela Nintendo para turbinar os gráficos dos games do N64; implementando uma camada de texturas renderizadas em alta resolução e outros recursos visuais sem precedentes para os títulos suportados vide Top Gear Racer, Turok 2, The Legend of Zelda: Majora’s Mask, Perfect Dark, Donkey Kong 64, Castlevania: Legacy of Darkness e outros.

9 – Graças ao Rumble Pak, o controle do N64 foi o primeiro a aderir e incorporar a tecnologia de vibração impactada pelas ações dos jogos. Mais tarde, sem cerimônias, o recurso foi copiado e levemente aperfeiçoado no DualShock – Controle do PlayStation 2 (Segundo console da Sony).

10 – Lançado em 2002, Tony Hawk’ Pro Skater 3 foi um dos últimos jogos do Nintendo 64.

*Por Cayo Eduardo. (Equipe BIG BOY GAMES)

Fonte: Youtube/IDKGYouTube/Gamespot