Demônios podem chorar?

Se você lê essa frase logo de cara sem saber de que estamos falando de um jogo de videogame, certamente você vai acabar pensando: que loucura é essa? Mas se você sabe que estamos nos referindo a uma das franquias mais aclamadas de ação dos últimos 20 anos então sua resposta vai ser: claro que demônios podem chorar!

Devil May Cry é um jogo Hack n’ Slash criado por Hideki Kamiya, pai de Resident Evil 4, que durante a criação de RE4 acabou indo longe demais com os elementos de ação e acabou mudando totalmente o jogo e decidiu criar algo novo.

DMC (como é chamado pela comunidade) é um jogo que foca em ação frenética com combos estilosos e devastadores, protagonizado por Dante, uma criatura meio humana e meio demônio, que rendeu mais de 6 títulos, 1 coletânea remasterizada, 3 edições especiais e um Reboot.

Ambientação do game!

O jogo tem muitos elementos de Resident Evil como a câmera estática, foco na exploração e resolução de puzzles, mas a franquia brilha na gameplay de ação, com o seu sistema de “Stylish Combos” onde cada movimento aumenta seu Rank de estilo que vai do D ate o SSS. Além disso, o jogo da liberdade total ao jogador para criar seus movimentos com diferentes armas de fogo, espadas e habilidades.

Quando se fala em história, DMC geralmente acaba sendo deixada de lado pelos fãs que veem apenas como um empurrão pra te jogar na ação, mas é algo bem montado pelos 5 títulos, é uma história sobre família, amor e fraternidade.

Dante e seu irmão Vergil se enfrentam por grande parte dos jogos e em cada título seus duelos se tornam cada mais icônicos e memoráveis, os personagens secundários trazem elementos interessantes para a história, e todas interações com Dante são fantásticas de se assistir, afinal Dante precisa refletir seu gameplay, sempre exalando ser um cara descolado nos diálogos.

Se você nunca jogou um jogo da franquia DMC então devo avisar que os jogos não são fáceis não, antes de Dark Souls, DMC era visto como o auge de dificuldade no desafio na dificuldade para games, porém como a liberdade dentro do combate é tão grande e complexa a recompensa por aprender e dominar o jogo se torna satisfatória para aqueles que buscam o alto nível de estilo em combate.

Quais jogos mais temos?

Em 2013 um Reboot foi criado pela Ninja Theory (Hellblade e Enslaved) na intenção de popularizar ainda mais a franquia no ocidente, o Reboot traz um Dante mais jovem, mais boca suja e moreno, muito diferente do que os fãs já estavam acostumados no passado, apesar de ser um bom jogo com mecânicas simplificadas em sua gameplay, o jogo não foi bem recebido pela crítica e principalmente pelos fãs que acharam que o jogo que, apesar do nome, tinha perdido a identidade da franquia.

Essa recepção negativa dos fãs que clamavam por uma sequência direta de DMC4 levou a Capcom a iniciar o desenvolvimento de DMC5 que foi anunciado em 2018 durante a E3, recebida com aplausos da comunidade, DMC5 foi lançado em 2019 com gráficos belíssimos graças a RE Engine.

Com o seu look realista e mais gótico do que nunca, DMC5 é o auge de suas mecânicas de combate, escala de dificuldade e sua história contada, e é claro que foi um grande sucesso que atingiu em 2021 a marca de mais de 4 milhões de cópias vendidas.

O que podemos esperar de DMC para o futuro?

Em 2020 a edição especial de DMC5 foi lançada junto com a nova geração de consoles, com mais conteúdo, Vergil jogável, modos de gráficos até 4K, Ray Tracing e podendo rodar em até 120fps, dessa forma, a franquia nunca foi tão bonita como é agora, porém DMC5 foi o fim da história dos filhos de Sparda (Dante e Vergil), que pode significar futuros jogos seguindo a história de Nero que foi apresentado em DMC4.

Até hoje em 2021 não há indícios de que um novo jogo está sendo desenvolvido, mas vamos torcer pra que não tenhamos que esperar 11 anos para um novo título.

Se você curte ação e muita pancadaria então jogue Devil May Cry!

Pode até ser que demônios possam chorar, mas uma coisa é certa, seus inimigos com certeza vão chorar quando Dante aparecer na frente deles.

 

Por: Raul Santos