Lançado em 18 de novembro de 2012 na América do Norte, um dos consoles mais controversos e superestimados da Nintendo Wii U, hoje, completa nove anos de aniversário. Olhando para o sucesso comercial da atual plataforma híbrida da gigante japonesa – o Nintendo Switch, podemos dizer que o Wii U serviu como uma espécie de projeto alfa dentro da proposta de integração que a apelidada “Big N” planejava implementar para que os usuários continuassem a jogatina sem interrupções. Só que o mundo demorou para entender a proposta. Ou a Nintendo não soube promove-la?

Certamente, ela não estava preocupada com as andanças da concorrência senão com os passos que ela daria nos próximos meses para superar o paradigma da dita oitava geração de consoles, tecnicamente falando…

Mas desde o Wii, ela acreditava imperar em qualquer mecanismo transformador, tanto na interatividade imersiva dos games que abusassem das funcionalidades únicas de seus controles quanto em apenas refinar a premissa de suas franquias muito bem estabelecidas na indústria dos jogos eletrônicos demarcadas por potências gráficas e maior poder de processamento.

O conjunto desses mecanismos persiste ao longo das gerações e estabelece o legado da Nintendo em monopolizar e elevar o fator Diversão para todos os tipos de jogadores nostálgicos.

Nos padrões adaptados às necessidades da visão que ela mesmo enxerga como ferramenta essencial que justifique o prenúncio da nova geração para um novo jeito de jogar games, e não apenas o que você vê. A partir daí a concorrência se adapta segundo o modelo da Nintendo, à exemplo do direcional analógico do controle do Nintendo 64, o sensor de movimentos do Wii-Remote, a tecnologia háptica de vibração tátil dos JoyCons aperfeiçoados no controle do PlayStation 5 e assim por diante.

Relembre a revelação do Wii U durante a E3 2021:

INTERATIVIDADE ASSIMÉTRICA: Erros e Acertos.

Em poucas palavras, você saberia definir o que é o Wii U? Os “haters” de plantão sustentariam as seguintes definições na visão dos leigos que mal tiveram a oportunidade de experimentá-lo: um acessório do Wii ou uma execução malfeita de um Wii portátil.

Ao descortinar a oitava geração de consoles de mesa, o primeiro videogame de alta definição da Nintendo incluiu um controle no formato de um tablet que fazia com que os jogadores interagissem de diferentes formas com as duas telas em sinergia – a tela embutida no controle e a tela da TV. Para estender o nível de interatividade dos jogos do Wii U, o GamePad possui a tecnologia do acelerômetro e giroscópio para dar conta dos sensores de movimentos, touch-screen, microfone e câmera – característica que o diferenciava de qualquer outro console existente. Ótimo para a reintegração dos jogadores casuais e hardcores, uma metáfora para o mercado e especialmente, 75% dos estúdios terceirizados. A sua recepção comercial foi controversa, e nem a própria Nintendo soube promovê-lo – principalmente antes do seu lançamento, artificialmente prematuro na visão dos analistas da indústria. Aliás, a Nintendo faz questão de esquecê-lo.

Ainda assim, ao longo do dificultoso ciclo de vida útil do console de mesa, os usuários puderam experimentar e debulhar em sua modesta biblioteca de jogos, títulos exclusivos com propostas de interatividade que só eram possíveis nele.

A maioria dos seus jogos first-party ganharam versões remasterizadas e adaptadas para Nintendo Switch, o seu sucessor. Já outros, permaneceram exclusivos no console, que hoje é encarado como um videogame cult senão um dos artigos de luxo dos atuais colecionadores.

Listamos alguns dos exclusivos que permaneceram no console – especialmente os games que abusaram da tecnologia de interatividade assimétrica entre a tela da TV e a tela embutida do GamePad com maestria. Se vale a pena ou não, ter um Wii U em 2021, a redação da BIG BOY GAMES deixa por conta do grau de curiosidade de vocês – colecionadores:

  1. Nintendoland.

O parque de diversões virtual da Nintendo familiariza os jogadores com o universo de suas franquias icônicas em cada uma das atrações temáticas que exploram todas as capacidades únicas do GamePad. Duvida? Experimente jogar as seguintes atrações com mais três ou quatro amigos: METROID Blast, The Legend of Zelda: Battle Quest ou Luigi’s Ghost Mansion para entender como funciona o sistema de interatividade assimétrica.

  1. Zombi U.

Poucos estúdios terceirizados conseguiram aproveitar o potencial do GamePad com maestria, perfeição e criatividade como a UBISOFT o fez. Em decorrência da controversa recepção comercial do Wii U no mercado, o porte do horror de sobrevivência em primeira pessoa para outras plataformas não fez o menor sentido. O trailer acima reforça essa máxima.

  1. Rayman Legends.

A última aventura de mascote Rayman ganhou versões para todos as plataformas subsequentes. (PS4XBOX ONE). No entanto, em termos de proposta inicial de interatividade; nenhuma delas chega perto da versão do jogo, que foi inicialmente projetado como um dos primeiros exclusivos do Wii U – versão que escancara os recursos do GamePad!

  1. Kirby and the Rainbow Curse.

Em um encantado mundo feito de massa de modelar animado por técnicas de Stop Motion, Kirby e outros elementos são manipulados com a caneta Stylus sobre a tela sensível ao toque do GamePad. Com ela, você deve traçar os caminhos em que a bolota rosa deve seguir para colecionar o maior número de estrelas possíveis. Este caminho pode ser utilizado para atrapalhar o fluxo. Portanto, use a caneta com sabedoria.

  1. Splatoon.

Uma espécie de paintball 3D online entre lulas sobre-humanas? Idealizado por três jovens gamedesigners supervisionados por Shigeru Miyamoto, a nova I.P. da Nintendo nasceu no Wii U, caiu na graça e jogatina do universo Gamer e virou hit!

  1. Star Fox Zero/ Star Fox Guard.

Certamente, um dos exclusivos que mais se apropria da tecnologia de interatividade assimétrica do Wii U entre as duas telas, não conseguiu agradar a todos os jogadores. Desenvolvimento pela Platinum Games em parceria com a Nintendo, a aventura de Fox McCloud e sua turma em dose dupla exige coordenação motora, sexto sentido apurado e mente aberta para debulhar algo inédito, para ser devidamente apreciado.

  1. DeusEX: Human Revolution – Director’s Cut.

A sequência de um dos RPGs futuristas de mundo aberto mais influentes da época, ganhou uma versão para o Wii U com melhorias técnicas, gráficos aprimorados, o refinamento na inteligência artificial dos NPCs e o real diferencial em utilizar todos os recursos do GamePad para arquitetar as técnicas de espionagem furtiva.

  1. BATMAN: Arkham City – Armored Edition.

Lançado um ano depois das versões dos consoles concorrentes, a edição do aclamado best-seller do homem-morcego para o Wii U inclui todas as DLCs, gráficos aprimorados e novos elementos de jogabilidade – graças ao GamePad. Acessar o arsenal de armas de Batman com a tecnologia ao toque, escanear o ambiente ou controlar o bumerangue com o sensor de movimento do tablet do Wii U é surreal e leva as aventuras de Bruce Williams para um novo patamar, já que as funcionalidades não são perfumarias.

  1. Super Mario Maker.

Oki Doki! Disponibilizar para o mundo a possibilidade de recriar as fases de seu personagem icônico é um ato de generosidade e desprendimento. O poder do processo criativo do gênio Shigeru Miyamoto está em suas mãos. Super Mario Maker é um sonho de criança realizado. Afinal de contas, quem nunca se imaginou criando uma fase cabeluda do bigodudo? Com as pontas dos dedos ou em poder da caneta Stylus sobre a tela sensível ao toque do GamePad, o jogador pode escolher, customizar ou manipular qualquer um dos elementos da série na fase em tempo real. Ainda que hoje, a continuação do jogo para o Nintendo Switch tenha aperfeiçoado algumas limitações do jogo de estreia, recriar as fases no Wii U é mais imersivo.

  1. Game & Wario.

Indo além de um simples trocadilho para homenagem o primeiro portátil da Nintendo Game & Watch, o bizarro, escrachado e cômico “Game & Wario” traz 16 minis games que tiram proveito de todos os recursos do GamePad com profundidade e muita criatividade. Destaque para “Gamer”, mini game em que o objetivo é debulhar os joguinhos inéditos que aparecem na tela do GamePad enquanto com os olhos atentos sobre a tela da TV, você deve ficar esperto para que sua mãe não o frague jogando no quanto. (Quando deveria estar dormindo). É simplesmente genial! É necessário dividir a atenção redobrada entre as duas telas para se dar bem. Game & Wario ainda possui um modo multiplayer que estende a sua durabilidade, com direito a boas risadas.

  1. LEGO City Undercover.

Conhecido por muitos como o “GTA da LEGO”, um dos primeiros exclusivos do Wii U aposta em um divertido jogo policial de mundo aberto. Para deter o mais cruel criminoso que Lego City já teve – Rex Fury, o lendário policial Chase McCain conta com apenas um Tablet (que lembra o GamePad) para rastrear as suas andanças, se comunicar com outros agentes para obter dicas de como executar a missão ou até mesmo, ser usado como um scanner para localizar outros criminosos e colecionáveis pela imensa cidade, que parece homenagear alguns pontos turísticos dos Estados Unidos à exemplo da Golden Gate. LEGO City Undercover foi portado para o Nintendo Switch e outras plataformas, mas jogá-lo no Wii U continua sendo uma experiência única.

  1. Mario Party 10.

Um parque de diversões é palco de um tabuleiro familiar. O dono do estabelecimento é terrivelmente familiar: Bowser. Mas invés de ser manipulado pela inteligência artificial do jogo, o icônico vilão é controlado pelo quinto jogador. (Como assim, produção?). Com a genialidade do GamePad em mãos, você banca o quinto jogador para aprontar com os outros quatro jogadores que estiverem com o Wii-remote e o Nunchuk em um dos modos do jogo com suporte ao chat por texto ou voz.

  1. Fatal Frame: Maiden of Black Water.

Para comemorar o 20º aniversário de uma das franquias de horror psicológico mais intrigantes da indústria, um dos exclusivos do Wii U ganhou um porte remasterizado para o Switch e (estranhamente) para outras plataformas, já que hoje a Nintendo é coproprietária dos direitos sobre a franquia originada no PlayStation 2. (Console da Sony). Portar Fatal Frame: Maiden of Black Water para outras plataformas, foi uma adição muito bem-vinda aos donos do Nintendo Switch, PlayStation 5, PS4 e XBOX. Mas em termos de interatividade, no Wii U, é onde a jogabilidade realmente brilha. O GamePad incorpora a antiga máquina fotográfica com perfeição para exorcizar os espíritos dos fantasmas que transitam pela montanhosa e chuvosa província de Mt. Hikami.

  1. Captain Toad: Treasure Tracker.

As fases de Super Mario 3D World. (Wii U/ Switch) vivaram um jogo próprio de Toad no final de 2014. Limitado a andar sobre as plataformas de mundos flutuantes, neste quebra-cabeça em 4ª pessoa, o capitão de escoteiro deve coletar as gemas e outros artefatos escondidos nos cantos dimensionais que estão fora do nosso campo de visão. É aqui que o GamePad se mostra necessário, para girar a câmera em 360 graus, para a caneta tocar sobre a tela sensível ao toque para manipular as plataformas ou até mesmo para assopra-las por intermédio do microfone embutido. Todas as possibilidades de interação entre o jogador e as duas telas, foram reduzidas pela metade na edição remasterizada do jogo para o Nintendo Switch; ainda que a Big N tenha adicionado novas fases.

  1. The Wonderful 101.

Pegue a ação ininterrupta de Bayonetta, adicione o visual colorido e extravagante de Viewtiful Joe e coloque uma boa dose de Pikmin. Misture tudo no liquidificador e você terá em mãos, uma das novas IP’s de ação e pancadaria nonstop da Nintendo em parceira com a Platinum Games – que só pode ser inteiramente desfrutada em seu jogo de estreia. Em sua essência, The Wonderful 101, é um beat’em up tridimensional com visão isométrica em que os jogadores utilizam a tela sensível ao toque do GamePad para desenhar gestos específicos e fazer com que os 10, 30 ou 100 heróis estereotipados se unam (no melhor estilo Power Rangers) e formem armas dantescas para dar conta de enfrentar uma horda de invasores alienígenas chamados de GEATHJERK. No ano passado, The Wonderul 101 ganhou uma edição remasterizada para Nintendo Switch e outras plataformas, com pequenas adições e infelizmente, remoções que desequilibram o seu sistema de jogabilidade. Fazer os tais gestos com o direcional analógico quebram o ritmo frenético do jogo, simples assim. Portanto, reconsidere adquirir apenas a versão original do jogo no Wii U.

  1. Need for Speed: Most Wanted U.

Com gráficos superiores às dos outros consoles e a genialidade do incluir o exclusivo modo piloto para alterar os parâmetros da corrida transforma NFS: Most Wanted U é um dos melhores jogos de corrida do Wii U. Aumentar ou diminuir a neblina, converter o dia para a noite ou até mesmo sabotar os carros dos policiais que invadem a pista em mundo aberto do jogo são alguns dos recursos de interatividade assimétrica do GamePad, que enriquecem a experiência do jogador.

  1. Wii Fit U.

A continuação de um dos melhores jogos casuais do Wii chegou incrementado no Wii U. E cheio de aparatos. Enquanto nos exercitamos, o GamePad adiciona uma visão privilegiada em primeira pessoa que dá um UP na experiência do atleta. Em um dos desafios de trampolim, o jogador precisa concentrar e aliviar o seu peso sobre o acessório Balance Board para realizar o pulo. A interação com o GamePad faz com que você não olhe para a tela da TV, e sim para a tela embutida do controle-tablet para pular com precisão. Além da balança sensorial, o pacote do jogo inclui o Fit Meter – um acessório que mede a temperatura e a pressão dos jogadores e a altitude do ambiente através do sensor de pressão atmosférica, por exemplo. Wii Fit U é um belo exemplo de como uma desenvolvedora pode utilizar os aparatos físicos sem desperdícios.

  1. Wii Party U.

Uma das maiores habilidades da Nintendo é criar experiências gratificantes para que um grupo de pessoas se divirtam juntos sem se curvar ao sistema online: herança dos saudosos anos 90. Assim foi com Mario Kart, Super Smash Bros., New Super Mario Bros., WiiSports e Wii Party U – que consiste em longas partidas em tabuleiros com regras específicas em que cada turno é separado por um minijogo rápido. Planeja fazer um churrasco com jogatina? Tirem seus Wii-Remotes da gaveta e convoquem seus amigos para a diversão simplista e imediata de Wii Party U.

  1. The Legend of Zelda: Wind Waker HD.

Seguindo um estilo gráfico único completamente diferente do que os fãs esperavam, a nova aventura de Link no GameCube se apropriava das técnicas de Cel-Shadded para oferecer uma experiência idêntica à de um desenho animado interativo. Na época, muitos torceram o nariz para o que mais tarde, pôde ser comprovado e aclamado como um dos brilhantes títulos da franquia da Nintendo. O reconhecimento de Zelda: Wind Waker fez com que a Nintendo desenvolvesse um remake para o Wii U, para que uma nova geração de jogadores pudesse experimentar um dos melhores jogos de aventura já criados. Será que teremos uma edição do remake para o Nintendo Switch anunciado durante uma futura edição de aniversário da franquia The Legend of Zelda? Não sabemos. Portanto, não dependa de promessas imaginárias. Tem um Wii U na coleção? Debulhar Zelda: Wind Waker HD é sua próxima missão!

  1. The Legend of Zelda: Twilight Princess HD.

Depois do clássico atemporal The Legend of Zelda: Ocarina of Time e o cult Majora’s Mask, Zelda: Twilight Princess é o jogo mais maduro da franquia, que certamente, merece ser revisitada (quantas vezes necessário) porque prenuncia a evolução natural do inimaginável The Legend of Zelda: Breath of the Wild e sua sequência, com lançamento agendado para o ano que vem.

  1. Paper Mario: Color Splash.

Hora de pintar o sete no mundo fantástico de papel do bigodudo! Apesar de ainda não recuperar a essência dos primeiros títulos da série, o exclusivo PAPER MARIO: Color Splash retoma ao sistema de RPG ao som de Jazz e doses de muito bom-humor. Mario precisa dar vida e cor ao mundo de Color Splash através de um arsenal de cartões colecionáveis que representam baldes de tinta. Os gráficos e o design dos níveis do jogo são realisticamente espetaculares. As batalhas promovem as situações mais inusitadas para a linearidade de um jogo de videogame.

  1. Sniper Elite V2.

Ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, o shooter tático protagonizado por franco-atiradores recebeu uma versão controversa e preguiçosa no Wii U. Por um lado, Sniper Elite V2 ganhou gráficos calibrados por novas texturas e seu sistema de tiro se apropriou dos recursos assimétricos do GamePad. Porém, estranhamente, o estúdio responsável por trabalhar em readaptações secundárias para videogames portáteis – Rebellion Developments, não incluiu nenhum dos outros modos de jogo (presentes nas versões das outras plataformas – PS3 e X360) como cooperativo local ou online. Nem tampouco, as tabelas de pontuação. Então, o jogo só vale ser experimentado pela experiência do usuário com o sistema de interatividade assimétrica entre as duas telas, e só.

  1. Monster Hunter Tri Ultimate.

O porte remasterizado e aprimorado do Wii para o Wii U, ajudou a popularizar a marca Monster Hunter fora da terra do sol nascente. Dificilmente, teríamos o porte jogo acima citado para o Nintendo 3DS e Wii U, Monster Hunter World. (PS4/ XBOX) ou Monster Hunter: Rise. (Nintendo Switch) se Monster Hunter Tri. (Wii) não tivesse desempenhado comercialmente bem ao redor do mundo. Sem um nível de experiência recebida ao derrotar um monstro, a curva de aprendizado, de dificuldade e recompensa em Monster Hunter Tri Ultimate é íngreme e a sua premissa não é para todos os tipos de jogadores. Ainda assim, vale a pena experimentar.

  1. Sonic Lost World.

Com pinta de Super Mario Galaxy, Sonic Lost World foi lançado inicialmente como um título exclusivo do Wii U. Como a subestimada plataforma não se tornou um sucesso comercial, a aventura tridimensional do ouriço azul acabou sendo portada para o PC. Usando alguns truques de Parkour, Sonic transita por planetas interligados com saltos que desafiam as leis da física em uma nova estrutura de fases que mantém os elementos que mais gostamos nos velhos jogos da franquia. Corra!

  1. Devil’s Third.

Um gangster da terra do sol nascente com pinta de justiceiro americano é baterista de uma banda de rock nas horas vagas. Para recriar um implacável jogo de ação maduro tão cruel quanto a sua cria, o homem por trás de Ninja Gaiden – Tomononu Itagaki condensou em uma só fórmula, hack’n slash com os melhores elementos de FPS; mas sobretudo, é um mix de tudo o que o diretor Itagaki fez (lógico), sem economizar na violência. Assim nasceu Devil’s Third – Um dos primeiros e únicos projetos exclusivos de seu novo estúdio independente para o Wii U. (Que mais tarde, ganhou uma versão com suporte online aprimorado para o PC no Japão). O diretor Itagaki está trabalhando em um novo jogo para o Nintendo Switch desde 2017. Enquanto o jogo não dá as caras na metade do ciclo de vida útil do Switch, vale a pena experimentar Devil’s Third. Só não será tão fácil de encontrar uma peça do jogo nas comunidades de vendas de jogos usados. Boa sorte.

  1. Yoshi’s Woolly World.

Unindo beleza e nostalgia, a aventura bidimensional de Yoshi retorna arrasando no fuxico, crochês, retalhos de roupas e fios de lã, como manda o figurino. Aqui tudo é encantador e ao mesmo tempo, relaxante. Em mais de 55 estágios distintos, o jogador vai rememorar as velhas aventuras clássicos de Yoshi e apreciar o level design que consagrou a Nintendo nos tempos em que os jogos de plataforma 2D reinavam absolutos na década de 90. Ainda que o portátil Nintendo 3DS tenha uma readaptação de Yoshi’s Woolly World, jogá-la em alta definição e em tela grande, é um dos benefícios exclusivos do Wii U.

  1. Xenoblade Chronicles X.

Após um colossal navio nomeado Engstrom pousar acidentalmente em um planeta alienígena, os guerreiros de sua tripulação são recepcionados por deuses celestiais. Porém, quando este mundo misterioso é invadido pela presença sombria dos Logos, os guerreiros da tripulação levantam o dilema: afinal, eles são a salvação do mundo?

Literalmente, Xenoblade X é uma incrível aventura de planetárias proporções, em que o senso de liberdade, complexidade e imensidão não sofrem limites. Para ser inteiramente desfrutado, o jogador precisa de um HD com espaço de armazenamento para instalar os pacotes de otimização e correções. O mesmo nível elevado de excelência audiovisual empregado pela Monolith Software no clássico Xenoblade Chronicles. (Wii), é a marca registrada de X. Tecnicamente, é fácil entender as justificativas do jogo não ser portado para o Nintendo Switch por Tetsuya Takahashi – o diretor oficial do jogo. Aos “haters” de plantão que insistem em dizer que o Wii U não tinha um processador capaz de rodar um game de alto calibre, apresentem Xenoblade Chronicles X para eles.

Menção honrosa: CALL OF DUTY: Black Ops II.

Já experimentou jogar a versão de CALL OF DUTY: Black Ops II no Wii U – especialmente o modo cooperativo? Jogue sem pestanejar! Enquanto um jogador com o Wii-Remote + Nunchuk em mãos, se concentra com os olhos vidrados para a tela da TV, o outro se esconde atrás dos escombros com o GamePad em mãos, sem que o seu adversário veja os seus próximos passos. É surreal! Se ele estiver na sala e você em outra parte da casa, melhor ainda! AVISO: Você nunca mais terá outra experiência como essa em qualquer um dos consoles.

Por Cayo Eduardo. (Equipe BIG BOY GAMES)

Fonte: YouTube/Nintendo