morrer e tornar-se bonita ou viver ainda que feia. O que a fará mais feliz?”
 
Por Cayo Eduardo. (Equipe BIG BOY GAMES)
Revelado como um novo projeto do Wii durante a reunião de Satoru Iwata com novos investidores nipônicos, Pandora no Tou: Kimi no Moto e Kaeru Made (que significa Pandora’s Tower: Until I Return To Yout Side. “A Torre de Pandora: Retornarei ao seu lado”) desde de que foi lançado no Japão em 26 de Maio. No Ocidente, o lançamento do jogo do RPG/ Ação veio antes tarde do que nunca, porém nem ao menos com a edição limitada que foi comercializada na Europa lançada no ano passado, que inclui um livro de 32 páginas, caixa metálica e a trilha sonora oficial.
Plataforma: Wii/ Retrocompatível no Wii U.
Produção e Desenvolvimento: Ganbarion/ Nintendo.
Publicadora: Nintendo.
Lançamento: 16 de Abril/ 2013. (nos EUA)
A misteriosa mulher de cabelos cinzentos, rosto cabisbaixo, que traja um clássico vestido de cetim e que se manteve escondida na única artwork promocional antes de Pandora’s Tower ser apenas uma incógnita no Japão, tem apenas 15 anos de idade e representa o ponto chave da trama do jogo de RPG com foco na ação.
 
Seu nome é ELENA.
(Ceres na versão japonesa)
 
 
Com o talento nato na arte de cantar, Elena foi escolhida dentre outras artistas mirins para se apresentar no Festival Tradicional de Ópera do reino de Elysium – província do continente Graecia (Grécia em latim).
 
 
No momento que ela sobe ao palco, bestas demoníacas invadem o festival, devastando parte do reino. Por ser uma das testemunhas a presenciar o incidente que levou a província do continente Graecia a ruínasa garota predestinada a ser uma sacerdotisa é levada pelo exército local, o qual um soldado de 22 anos fez parte e que a encontra desacordada durante o caos. 
 
Seu nome é AERON.
(Ende na versão japonesa)
 
 
Após serem ajudados por Madva  uma anciã corcunda de aparência bizarra e personalidade suspeita a escaparem dos confinamentos da torre, Aeron percebe que Elena está gravemente ferida.
Na realidade, o ferimento é uma maldição em forma de tatuagem nas costas e que gradativamente, consome seu físico, seu psicológico e espírito. Ao recordar que no Passado, o jovem debilitado foi salvo por Elena após travar uma guerra contra Elysium (“Campos Elísios” – o paraíso de Hades), Aeron decide salvá-la em gratidão aos cuidados que ela prestou a ele.
 
O DUELO POR CARNE FRESCA.
 
O protagonista do jogo descobre que para tirar a maldição, precisará juntar os 13 pedaços de carne das bestas demoníacas que vivem nas 13 distintas torres espalhadas pelas instalações da gigantesca torre local, conhecida como ‘Juusan Futou‘.
 
Para arrancar a carne da besta, Aeron se apropria da Orichalcum – uma arma em forma de corrente com uma lança pontiaguda, que serve para restringir os movimentos dos inimigos e arremessá-los enquanto ataca outras criaturas, manipular alavancas, resolver puzzles e se proteger dos golpes.
 
 
Próximo das instalações das 13 torres, existe uma adotada como base das operações, onde Elena se recupera, que serve apenas como observação para que seu personagem possa relaxar após dilacerar várias criaturas.
 
 
Também existem as ‘Carnes de Servente’, que servem para retardar o avanço da maldição temporariamente, enquanto a corrente manuseada pelo jogador, é fortalecida. Caso contrário, a maldição se espalha como um Câncer pelo corpo da pequena sacerdotisa, a medida que o tempo passa; até transformá-la em um monstro horroroso.
 
Este recurso que obriga o jogador a participar de duelos frenéticos na corrida contra o tempo é representado por um cronômetro localizado na parte inferior esquerda da tela. Se chegar no limite, é Game Over sem massagem. Não é raro correr por uma sala cheia de itens tentadores, simplesmente porque você não pode poupar o pouco tempo que levaria para pegá-los, antes de chegar a sala principal para duelar contra os chefes. Mas este é o tipo de pressão psicológica que faz de Pandora’s Tower, uma experiência fascinante.
 
 
O portão que dá acesso ao lugar onde Elena está espiritualmente exilada pela maldição, é localizado atrás do território que habita cada um dos 12 chefes reduzidos à um pedaço de carne da besta, após derrotá-los.
 
 
A medida que Elena melhora gradativamente após se alimentar dos insumos carnívoros, reviravoltas inesperados vêm à tona através de alucinações provocadas por efeitos colaterais, já que a pequena sacerdotisa é vegetariana.
 
As batalhas tanto são influenciadas pelas horas transcorridas em tempo real quanto na disposição dos itens tal como o comportamento físico dos inimigos que o cercam. As mesmas sofrem graves mudanças.
 
CONTROLES SIMPLIFICADOS E CONSISTENTES.
 
 
Os ataques comuns e golpes especiais da espada, corrente e de outras armas encontradas durante a jornada são desferidos através da simplificada combinação entre botões e o sensor de movimentos do Wiimote e seu controle auxiliar: Nunchuk, na medida certa e sem exageros. Os jogadores resistentes á tecnologia podem adotar o controle clássico para mecânicas ainda mais simplificadas:
Z Defesa. (quando pressionado)/ Dar rolamentos. (aperte o botão 1x enquanto estiver andando)
C – Pega objetos como joias, amuletos, artefatos, livros heréticos e armamentos/ Desce um degrau abaixo/ Arrasta um objeto pelo chão quando acorrentado e descarrega energias elétricas pela corrente
Botão (+) – Acessa o menu, onde são localizadas todas as joias, amuletos, artefatos e armas acumuladas durante a aventura.
B Zoom. (com o botão do Wiimote pressionado, este recurso permite focalizar itens escondidos, localiza os pontos fracos das bestas demoníacas na espreita das torres, dando um “close” em áreas onde a câmera não alcança.
 
 
Segurando uma corrente com uma lança pontiaguda nas pontas, Ende também aprisiona as criaturas e as dilacera através do sensor de movimentos do Wiimote)/ Neutraliza os inimigos depois de serem acorrentados quando o botão B é pressionado pela segunda vez.
B+A juntos – Ergue a criatura acorrentada das alturas até arremessá-la no chão com brutalidade depois de um gesto com o Wiimote, entre outros ataques especiais.
Wiimote – Extraí a carne demoníaca das entranhas da criatura depois de um movimento sutil e pega joias, amuletos, artefatos, livros heréticos e armamentos de longe.
 
Nunchuk – Realiza um movimento giratório em 360 graus com a criatura demoníaca acorrentada depois de um movimento sutil. 
 

 

Uma das estratégias mais inteligentes pode ser presenciada na 2ª torre construída por montanhas rochosas e plataformas sem sustentações ásperas, exigindo que o jogador use estratégias para que o soldado Aeron possa subir. Na superfície abaixo, existe uma pedra que precisa ser arrastada próximo da plataforma magmática. Quando estiver próxima, posicione o pointer do Wiimote sobre ela, pressione A & B juntos para erguê-la acorrentada e faça um sutil movimento para encravar a pedra na plataforma.
 
A jogabilidade é simples e balanceada por puzzles deliciosos de resolver. A geografia dos cenários que compõem a ambientação das 13 torres, foi constuída propositalmente para confundir, desorientar e sugam o seu tempo na luta contra o relógio em tempo real. Os diálogos entre os personagens não são monótonos como nos J-RPG’s tradicionais e felizmente, estas ocasiões não se prolongam.
 
 
Existe uma espécie de simulação de relacionamento entre o protagonista e a sacerdotisa controlado manualmente pelo jogador, para selar laços de gratidão e afeto entre ambos, mas não é nada que obrigue aos jogadores a desistirem da jogatina.
 
A GRÉCIA É BELA?
 
 
A direção de arte nos remete às estruturas rústicas da Idade Média, mas esteticamente, está longe de ser tão bela como a Antiga Grécia. Mas no geral, o visual agressivo e enferrujado de Pandora’s Tower não é nada tão diferente do que já vimos nos jogos dos consoles da geração passada ao recordar do design de fases designadas por tais clichês como os elementos: Aguá, Fogo, Terra e Vento.
 
 
Os efeitos de iluminação são belos como os modelos dos personagens, mas não conseguem maquiar os gráficos em baixa resolução gerados por texturas lavadas e cores desbotadas, impedindo que os jogadores enxerguem todos os detalhes com nitidez. É incompreensível, já que o console da Nintendo já reproduziu jogos com gráficos mais cristalinos – vide Super Mario Galaxy, The Last Story e Red Steel 2Pelo menos, a trilha sonora dramática intensifica as intensas batalhas de Aeron, as levam para a época dos colossais duelos de Hades com a mesma fidelidade dos barítonos e sopranos que reencarnam uma ópera em latim com voracidade e imponência. Com a mesma qualidade, a sonoplastia é profissional e o trabalho de dublagem ecoam vozes em sincronia que combinam com a personalidade e alegoria de cada personagem.
Balanceado por controles simplificados e mecânicas intuitivas, Pandora’s Tower foi o terceiro jogo que fermentou a campanha Operation Rainfall – iniciativa encabeçada por Chris Ward que consistia em trazer três dos melhores jogos de RPG da terra do sol nascente para o Ocidente.
Por mais que os representantes da Nintendo of America neguem que a tal campanha influenciou a decisão da XSEED Games de publicar The Last Story e Pandora’s Tower, ao menos indiretamente, os pedidos dos fãs foram atendidos.
 
Gráficos e Direção de Arte: 7,5
Som e efeitos sonoros: 9
Controles e Interatividade: 9
Diversão: 9
Criatividade: 8
Fluência e Movimentação: 8
Longevidade: 7
Média. (produto final): 8