FATAL FRAME 2: Wii EDITION.

Tudo o que eles querem é estar entre nós… Na falta de luz, as almas perambulantes são registradas por Polaroide.”
Por Cayo Eduardo. (Equipe BIG BOY GAMES)

Plataforma: Wii
Produção e Desenvolvimento: Tecmo Koei/ Nintendo
Publisher: Nintendo
Lançamento:-
28/06/2012. (Japão)
19/06/2012. (Europa) – A redação debulhou esta versão para escrever esta análise especial. 
Não lançado. (EUA)
Em uma das edições antigas da revista americana Nintendo Power (de 2012), a versão ocidental de Shinku no Cho: Wii Edition apareceu na lista dos previews renomeado como FATAL FRAME: Deep Crimson Butterfly. E pelo visto, morreu ali. Já viu este filme antes?
Na época, não seria a primeira vez que a Nintendo of America negligencia a localização de um dos títulos mais desejados pelos jogadores fora do território japonês, senão, um dos mais aterrorizantes jogos de horror psicológico de todos os tempos. Ou ainda que tarde, será que o remake de FATAL FRAME: Deep Crimson Butterfly finalmente seria publicado no ocidente pela Nintendo, já que em 2012, grande parte dos direitos sobre a franquia pertencia a empresa nipônica? Infelizmente não. 
Com um roteiro intrigante que renderia um ótimo filme de terror japonês, Project Zero 2: Wii Edition. (assim chamado na versão europeia) é uma releitura aperfeiçoada da Fatal Frame 2: Crimson Butterfly, considerada a sequência mais horripilante da série lançada originalmente para o PlayStation 2. (Console da Sony) e mais tarde, para X-BOX. (1º console da Microsoft), versões que inclusive, são conhecidas pelos norte-americanos.
As duas irmãs gêmeas MIO MAYU Amakura aproveitam seus últimos dias no lago próximo a floresta que em breve, será derrubada para futuras construções urbanas – ambiente que no passado, ambas passaram os melhores momentos de infância.
De repente, MIO Amakura ultrapassa um ponto cego e misteriosamente é levada para outra dimensão situada em uma vila amaldiçoada após perseguir uma borboleta de rara espécie.
Enquanto Mio vê tudo escurecer a sua volta, Mayu nota que existe um garota idêntica a sua irmã, mas que certamente não é Mio. Sentiu o drama? Aliás, Mio sofre de uma deficiência física pela qual a heroína acredita ser a principal responsável.
COMANDOS GERAIS:- Nunchuk e Wii-remote.
Direcional analógico – Controla a personagem.
Botão Z> Pressionado, faz com que a personagem corra.
Botão B> Habilita a câmera obscura com a visão em primeira pessoa.
Botão > Tirar fotografias/ Abrir portas/ pegar artefatos.
Botão +> Visualiza o mapa geral.
Botão – > Menu. (Serve para visualização do Mapa/ Visualiza os objetos, artefatos e fotografias/ bloco de notas com manuscritos informativos/ lista dos espíritos exorcizados).
O jogador assume o controle de uma das irmãs a procura de pistas que desvendem o mistério por trás da ilha amaldiçoada para que gradativamente, o jogo dê acesso aos novos lugares tão aterrorizantes quanto.
Equipada com apenas uma lanterna e uma câmera fotográfica obscura, Mayu deverá utilizar de sua única forma de defesa para exorcizar os espíritos dos fantasmas ali presentes.
Cada fotografia tirada pelo jogador ao exorcizar um espírito rende alguns pontos, que mais tarde servirão para a aquisição de novas lentes para a câmera. É necessário que o jogador encontre os artefatos, amuletos e outros pertences daqueles que em Vida, deram seus últimos suspiros.
Embora a sensibilidade do sensor de movimentos do Wii-remote para a mecânica da lanterna tenha sofrido melhorias, estranhamente, os passos da heroína continuam tão vagarosos mesmo quando está correndo. Pelo menos, ao chacoalhar o Wii-remotepara um dos lados, a heroína gira o corpo rapidamente para trás – habilidade crucial durante os combates com os espíritos.
O atrativo de Project Zero 2: Wii Edition não se limita aos desafios e sim, a perturbadora atmosfera capaz de gelar a espinha aos corajosos que se atreverem a jogá-lo a noite. Os fãs das produções cinematográficas ‘O Chamado, O Grito e seus derivados’ se identificarão com as referências do cinema de terror japonês durante as sequências de flashback.
A produção foi inteiramente refeita com gráficos retrabalhados, alterações no mapa, finais “extras” e a inclusão do Dolby pro Logic II a sonoplastia para intensificar a atmosfera sinistra do jogo.

Inclusive, todos os modelos incluindo as duas irmãs e suas roupas foram redesenhadas para ganhar um aspecto mais adulto e refinado em comparação ao original.

Além do Story Mode, a equipe de desenvolvimento incluiu o inédito e exclusivo Haunted House com suporte para dois jogadores e controles simplificados. Neste modo composto por eventos aleatórios, o segundo jogador poderá “trolar” os seus amigos, pregando sustos, evocando espíritos fantasmagóricos e outras surpresas. Se conseguir chegar vivo até o final do evento, seu medo será calculado por um medidor personalizado.
Com o ciclo de vida útil do console de natureza diferente da Nintendo chegando ao fim em 2013, foi lamentável que um dos melhores jogos de terror psicológico japonêsseguiu o o mesmo destino que o exclusivo e injustiçado Fatal Frame IV: Mask of the Lunar Eclipse, que ficou restrito ao território japonês. Bem que a localização americana de Project Zero 2: Wii Edition poderia fechar o ciclo do Wii ao lado de The Last Story e Kirby’s Dream Collection com chave de ouro, já que a Nintendo foi responsável pela publicação de Spirit Camera: The Cursed Memoir – spin-off de Fatal Frame para o 3DS, que inclusive, conta com alguns recursos interativos de realidade aumentada entre ambos.
Torcemos para que a apelidada “Big N” junto com a Koei Tecmo, ao menos desenvolva uma edição remasterizada de FATAL FRAME II: Crimson Butterfly e Mask of the Lunar Eclipse para o Nintendo Switch. Oremos (risos)
Gráficos = 9
Som e Efeitos Sonoros = 10
Controles = 8
Diversão = 8
Desafio = 8
Criatividade = 8
Movimentação e Fluência = 7
Longevidade = 8
Média = 9