Com base nas edições dos “AAA” ou “indies” desenvolvidos por estúdios terceirizados, quais são os melhores ports para o Nintendo Switch?

Durante os seus atuais cinco anos de ciclo de vida útil, tecnicamente, a capacidade da plataforma híbrida da gigante japonesa foi diversas vezes contestada pela imprensa e até por seus adeptos, jogadores e entusiastas. Suportando as últimas atualizações de grande parte dos motores gráficos mais utilizados por desenvolvedores independentes e estúdios “AAA” à exemplo da Unreal Engine 4-5 e UNITY, as nossas dúvidas são confrontadas, cada vez que um novo port é revelado.

Por Cayo Eduardo. (Equipe BIG BOY GAMES)

  1. ALIEN Isolation.

Podemos dizer que o horror de sobrevivência em primeira pessoa da SEGA e Creative Assembly é um dos melhores ports para o Nintendo Switch, que foi feito pela Feral Interactive – a mesma empresa que cuidou do incrível port de GRID Autosport. Além da nossa avaliação técnica, os analistas da Digital Foundry comprovaram que em comparação às versões do jogo para PS4 e XBOX, o visual e o efeitos de iluminação e volumetria foram melhorados.

Adicione a implementação bem-sucedida dos controles de movimentos e giroscópio do JoyCons, o HD Rumble e a inclusão de todas as DLC’s para a imersão corresponder ao espírito aterrorizante da obra cinematográfica de Ridley Scott. Jogue prendendo a sua respiração e vá pelas sombras!

 

  1. Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age.

Ao invés de um simples port, a plataforma híbrida da gigante japonesa recebeu uma edição definitiva, que curiosamente, foi considerada pela indústria como uma das últimas missões de Satoru Iwata – Presidente da Nintendo, que em decorrência de um câncer em 2015.

É isso mesmo, Iwata ajudou a coordenar a equipe de desenvolvimento da Square Enix para portar o icônico J-RPG para o Switch, que independentemente da limitada quantidade de memória, a edição ainda manteve a beleza gráfica da versão original e adiciona alguns mimos como trilha sonora orquestrada, nova dublagem, o HD Rumble e uma versão do jogo no melhor estilo retrô com visual pixelado e jogabilidade simplificada.

 

    1. Ori and the Blind Forest: Definitive Edition/ Ori and the Will of the Wisps.

Lançado como um exclusivo temporário na plataforma XBOX, Ori é uma daquelas franquias não desenvolvidas pela Nintendo que possui a cara do Nintendo Switch e especialmente, a identidade da gigante japonesa, entende?

Desenvolvimento por um grupo de game designers independentes espalhados pelo mundo – a Moon Studios, Ori and the Blind Forest: Definitive Edition é bonito e encantador do enredo à direção artística que emociona e ludibria os olhos de quem se propõe a explorar os mapas interligados do subgênero metroidvania. Nele, você controla Ori – uma partícula que energia que se transformou em uma estranha criatura destinada a trazer o equilíbrio e a segurança de volta à gigantesca floresta Nibel, composto por diversas províncias.

O encantamento e o sucessor imediato, resultou em uma sequência à altura: Ori and the Will of the Wisps, que sabiamente foi portada para a plataforma híbrida da Nintendo e que, dispensa maiores apresentações. É impossível não se render aos encantos dos dois jogos da franquia durante os primeiros minutos de gameplay. E que venha a continuação.

 

  1. The Witcher 3: Wild Hunt Complete Edition.

O que? Não brinca (…) O Switch não é capaz de rodar este jogo… – algumas das indagações ditas “repetidamente“ por entusiastas da indústria e principalmente, por donos e adeptos da plataforma durante a revelação através de um teaser. Pois bem, a Saber Interactive em conjunto com alguns desenvolvedores do estúdio polonês – CD Projekt Red portaram a aventura completa para dentro de um único cartucho!

E com direito à uma caixa especial que inclui um par de adesivos, um mapa impresso e uma carta dos desenvolvedores. Um milagre técnico? Sim, porque The Witcher 3: Wild Hunt Complete Edition é um RPG de Aventura 3D de mundo aberto detalhado com províncias bem construídas e vegetação densa em pós processamento agressivo e com um sistema de interatividade/ jogabilidade apurado.

Sim – obviamente, a edição do sandbox para o Switch possui downgrade visual com algumas texturas em média e/ ou baixa resolução encobertas por efeito de Motion Blur; e ainda assim, consegue surpreender! Ainda não satisfeita, a Saber Interactive adicionou um pacote de atualização que inclui uma gama de opções gráficas ajustadas ao gosto do jogador! O estado atual de The Witcher 3 o coloca no patamar de um dos jogos “3rd-parties” mais bonitos do Nintendo Switch.

 

  1. DOOM/ DOOM Eternal.

Portado em novembro de 2017, o primeiro título da BETHESDA para o Switch mostrou que havia muito espaço para jogos adultos na plataforma, e de alto calibre. Indo direto ao ponto e lembrando os clássicos dos anos 90 como Duke Nukem e Wolfeinstein 3D, o objetivo dos dois reboots é sentar o dedo no gatilho e explodir cabeças demoníacas. Com a tecnologia dos sensores de movimentos e giroscópio dos JoyCons, melhor ainda!

Com a resolução dinâmica oscilando acima ou abaixo dos 720pno modo portátil ou TV e a taxa de quadros se mantendo em 30fps na maior parte do jogo em ação, DOOM e DOOM Eternal foram brilhantemente portados para o Switch pela equipe da Panic Button. (Responsável por portar Rocket League para a plataforma).

 

  1. Hellblade: Sanua’s Sacrifice.

Fruto de um minucioso trabalho de pesquisa feito pela Ninja Theory junto aos psicólogos e portadores de Psicose Maníaca Depressiva, o objetivo do estúdio era criar um jogo adulto com a capacidade de transmitir (da forma mais real possível), uma experiência sensorial complexa desses transtornos. E conseguiram.

Desde a versão original até o port para a plataforma híbrida da “Big N”. Naturalmente, pequenas concessões tiveram que ser feitas para que o Switch pudesse suportá-lo: algumas texturas simplificadas e a sutil remoção de pequenos objetos como pedras e algumas árvores. Ainda assim, o resultado visual que vemos quando o jogo está rodando na Dock, é algo muito próximo das versões anteriores de Hellblade: Sanua’s Sacrifice. Conselho de amigos metidos à psicólogos ao final da terapia: seja em modo TV ou portátil, jogue com um fone de ouvido acoplado.

 

  1. BULLETSTORM: Duke of Switch Edition.

Misturando a atmosfera de Mad Max e a brutalidade exacerbada dos jogos de tiro em primeira pessoa da BETHESDA, o FPS BULLETSTORM ganhou uma edição definitiva que inclui todos os conteúdos adicionais, melhorias visuais/ sonoras e permite que você jogue com o impiedoso Duke Nukem que recompensa os jogadores com as mortes mais criativas que se possa imaginar.

Diante do lançamento de tantos clichês, vale muito a pena mergulhar na edição remasterizada de um FPS brutalmente original.

 

  1. Metro Redux.

Analisada por profissionais da mídia especializada como a Digital Foundry, a edição da coletânea remasterizada do FPS com doses de terror de sobrevivência da 4Agames para o Switch é consideradamente tão consistente quanto à versão para o PS4.

Com a implementação da resolução dinâmica supratemporal e o efeito reduzido de Anti-Aliasing para tecnicamente deixar o aspecto de alguns objetos mais volumosos e a inclusão de todos os conteúdos adicionais, no port para o Switch , os dois clássicos que se baseiam no romance do escritor russo Dmitry A. GlukhovskyMetro 2033 e Metro Last Light se destacam na ambientação e na constante sensação de claustrofobia.

Estranhamente, algumas acomodações técnicas necessárias ficam visualmente mais evidentes em Metro 2033 do que em Metro Last Light. Ainda assim, no geral, a coletânea remasterizada é uma experiência necessária na plataforma híbrida.

 

  1. Resident Evil Revelations Collection.

Certamente, a CAPCOM realizou um trabalho brilhante ao desenvolver o port das coletâneas – RESIDENT EVIL Origins Collection (que contém as edições remasterizadas de RE1 Remake e RE0), RESIDENT EVIL Triple Pack (que inclui as edições remasterizadas dos clássicos RE4, RE5 e RE6) para a plataforma híbrida da Nintendo. No entanto, nenhuma delas se iguala à Resident Evil Revelations 1 & 2 no Nintendo Switch.

Rodando à 60fps cravados, tecnicamente ambos não estão aquém das edições para o PS4 e XBOX, e de bônus, oferecem alguns mimos exclusivos que se apropriam dos recursos exclusivos dos JoyCons. O HD Rumble foi implementado com sabedoria para intensificar o clima e os piores momentos de terror. A tecnologia dos sensores de movimentos e giroscópio se mostra obrigatória porque proporciona aos jogadores, um novo jeito de debulhar Resident Evil.

Depois que você desfruta a experiência fica até difícil voltar a jogar ambos os spin-off’s da forma tradicional. Inclusive, a câmera traseira do JoyCon direito é usada com sabedoria para os protagonistas de Resident Evil: Revelations 2 recarregarem as suas armas.

 

  1. GRID Autosport.

Engate a marcha que o Switch aguenta! Em um mercado repleto de jogos concorrentes e jogadores cada vez mais exigentes, GRID Autosport não é um simples port com algumas derrapadas, mas uma edição acima da média rumo ao pódio. No port do jogo de simulação com sistema de jogabilidade de fácil aprendizagem que se adequa a todos os tipos de jogadores, a velocidade, o uso de freio, a inércia e outras leis da física devem ser respeitadas para desfrutar as corridas ao redor do mundo em diferentes categorias: Turismo, Enduro, Open Wheel, Tuner, Street e Grid.

Tecnicamente, a versão definitiva de GRID Autosport tem um dos visuais mais bonitos do Nintendo Switch; especialmente, se você baixar e adicionar o pacote opcional de texturas em alta resolução! Os efeitos sonoros se dividem entre sons genéricos de motores, freadas e colisões e o impecável trabalho de dublagem em Português do Brasil dos locutores, quando você ouve: “Seja bem-vindo de volta Cayo Eduardo”.

Menção honrosa: The Elder Scrolls V: SKYRIM, Saints Row III: The Third, L.A. Noire, Saints Row IV: Re-Elected, Assassin’s Creed: Rebel Collection, TRINE Collection, Sniper Elite V3, Warframe, Spyro’s Adventure, RED FACTION: Guerrilla Re-Mars-te-red, Borderlands Collection, Samurai Shodown, Minecraft, Dragon’s Dogma: Dark Arisen, BioShock Collection, Burnout Paradise Remastered, Crash Bandicoot 4: It’s About Time, Crash Bandicoot Remastered, Crash Team Racing Nitro-Fueled, Final Fantasy XII: The Zodiac Age, Final Fantasy X-X2 HD Remaster, Final Fantasy VII & VIII, Final Fantasy IX, World of Final Fantasy Maxima, Life is Strange, DYING LIGHT: Platinum Edition… … …