Em 2018, o NINTENDO LABO era apresentado ao mundo como uma nova experiência que combina brinquedos de papelão e softwares. Dentre o lançamento de 4 kits com diferentes formas de interatividade, o quarto pacote inclui um aparato de Realidade Virtual de baixo custo no Nintendo Switch que faz com que os jogadores desfrutem a tecnologia em qualquer hora ou lugar!

Lançado em 12 de abril de 2019, o aparato de Realidade Virtual transformou a tecnologia em uma experiência coletiva!

Visando crianças e familiares e com base nos três pilares por trás do conceito do acessório “Crie, brinque e Descubra”, o NINTENDO LABO Toy-Con 04 VR: leva a experiência básica de Realidade Virtual no Nintendo Switch. A montagem dos cardboards acoplados ao aparato acima citado, permite que os jogadores compartilhem as suas criações em conjunto e interajam com o mundo virtual através das ações imaginárias realizadas no mundo real. Os JoyCons podem ser acoplados aos cardboards e ao aparato de diferentes formas.

Mas além dos 6 mini-games inclusos no Toy-Con 04 VR, quais outros títulos do Switch que a tecnologia pôde ser desfrutada com o aparato de VR? 

Houve iniciativa por conta de alguns estúdios terceirizados e da própria Nintendo em oferecer a experiência de Realidade Virtual para outros títulos do Switch. Mas o que deu ou não deu certo?

Por Cayo Eduardo. (Equipe BIG BOY GAMES)

+ DE 6 GAMES EM VR DO SWITCH QUE PODEM SER DESFRUTADOS COM O NINTENDO LABO VR.

  1. O que deu certo? – SUPORTE VR AOS JOGOS JÁ LANÇADOS.

The Legend of Zelda: Breath of the Wild, Super Smash Bros. Ultimate e outros clássicos já lançados para o Nintendo Switch podem ser jogados, desde que você tenha o Toy-Con Googles do NINTENDO LABO VR KIT 04 ou um óculos VR paralelo para acoplar ao tablet do Switch. O suporte ao aparato adiciona novos estágios e outras formas de interatividade que contribuem com a diversão e a experiência do usuário.

 

SUPER MARIO ODYSSEY >. Ao invés de mergulhar nas fases tradicionais do jogo, a experiência em VR ativa um novo mundo com missões específicas que nos dá a sensação de que estamos em um observatório tridimensional e panorâmico assistindo as aventuras do bigodudo.

É como se nossos olhos fossem parte da câmera do jogo posicionada em um ponto fixo do cenário turístico aonde permeia o mundo das fases tradicionais do modo aventura.

THE LEGEND OF ZELDA: BREATH OF THE WILD >. Jogar este masterpiece de última geração totalmente em VR é cinematográfico e genial. Mas com uma ressalva: não deve ser desfrutado durante muitas horas ou/e por qualquer pessoa – especialmente aos que sofrem de náuseas. A experiência em VR amplifica e eleva a imersão tridimensional para uma visão totalmente panorâmica do universo extenso e expansivo de Hyrule; já que a visão não é em 1ª pessoa, e sim, sob o nosso ângulo de visão (como se estivéssemos acompanhando a jornada de Link bem de pertinho).

SUPER SMASH BROS. ULTIMATE >. A compatibilidade do jogo com o NINTENDO LABO VR parece ser uma combinação um tanto quanto estranha, mas que de alguma forma, funciona.

Você pode jogar apenas partidas off-line neste modo, e nele, você joga como se estivesse sentado numa plateia assistindo a disputa, além de ter uma visão mais ampla de todo a arena do jogo.

Você poderá encontrar surpresas e detalhes incríveis no cenário – que antes eram imperceptíveis.

CAPTAIN TOAD: TREASURE TRACKER >. Aqui, o suporte à tecnologia de Realidade Virtual é uma das experiências mais interessantes. Pois mesmo não podendo jogar com a perspectiva de visão de Toad, você pode ter um vislumbro de todas as fases em 360 graus.

Uma pena que a apelidada “Big N” disponibilizou apenas quatro fases para jogar Captain Toad com a tecnologia VR.

 

  1. O que deu certo? – HD RUMBLE.

A tecnologia háptica de vibração que dá aos jogadores a sensação sensorial e tátil em diferentes níveis de vibração, pressão, peso e toque, pode elevar a imersão VR para um novo patamar.

 

  1. O que deu certo? – SENSORES DO MOVIMENTOS POR ACELERÔMETRO E GIROSCÓPIO.

A Nintendo foi sabia em embutir a tecnologia dos sensores de movimentos e giroscópio nos Joy-Cons desde o desenvolvimento do Nintendo Switch. Assim, os consumidores não serão obrigados a comprar acessórios extras para mergulhar na imersão dos jogos em VR.

 

  1. O que deu certo? – CÂMERA INFRA-VERMELHO.

A câmera de infra-vermelho do Joy-Con direito que captura o movimento, a forma e a distância entre os objetos capturados por ele posicionados em um ambiente real em alguns games como 1, 2, 3 Switch! e a edição definitiva de Resident Evil Revelations 2, adicionaria a tecnologia de Realidade Aumentada para incorporar a interatividade dos objetos do mundo físico nos jogos.

 

  1. O que deu certo? – SUPORTE DAS 3rd-PARTIES.

Aos poucos, o suporte ao Kit VR do NINTENDO LABO se expandiu para os jogos produzidos por “AAA” e indies à exemplo de Light Tracer. (Jogo de quebra-cabeças onde você usa suas mãos para guiar a princesa até Torre de Bellnatis.), Spice and Wolf VR. (Novela gráfica interativa), YOUNI: Zero. (Simulador de FMV – Full Motion Video de terror japonês) e Moto Rush GT. (Jogo de corrida de motos possantes no melhor estilo Arcade).

 

  1. O que faltou? – VITALITY SENSOR EMBUTIDO.

O cancelamento do Vitality Sensor (desenvolvido como um acessório para o Wii), poderia ser revitalizado como um aparato extra para o Nintendo Switch. As emoções dos jogadores afetariam o comportamento virtual e o sistema de interatividade/ jogabilidade em tempo real dos games com suporte de Realidade Virtual.

 

  1. O que faltou? – FRANQUIAS ESQUECIDAS.

Além de F-Zero e Wave Race, a Nintendo poderia ressuscitar outras franquias com mecânicas e sistema de jogabilidade que combinassem com a tecnologia de realidade virtual à exemplo de PilotWings e até um Star Fox.

 

  1. O que faltou? – AMiiBOS.

Os bonecos que usam a tecnologia NFC poderiam desbloquear Apps e/ou minigames do universo de Donkey Kong, Mario, Luigi e outros personagens icônicos da “Big N”.

 

  1. O que faltou? – NOVAS I.P.’s.

Mario Bros é incrível, Pokémon vende infinito e The Legend of Zelda redefine padrões dos próximos jogos de aventura em grande escala com doses de RPG. Mas definitivamente, a Nintendo precisa criar uma nova IP, que em especial, reaproveite as facetas do VR com sabedoria e criatividade.

 

  1. O que faltou? – OUTROS “AAA” DA BIG N QUE PODERIAM UTILIZAR O APARATO DE VR COM SABEDORIA E CRIATIVIDADE.

Ao debulhar The Legend of Zelda: Breath of the Wild, Captain Toad e Super Smash Bros. Ultimate em VR, é impossível não pensar em como seria incrível que outros clássicos da Nintendo ganhassem o suporte à tecnologia.

Listamos 4 dos principais “first-party” da gigante japonesa que deveriam ganhar novas formas de imersão com o suporte ao aparato de Realidade Virtual do NINTENDO LABO, ainda que tardio, já durante o sexto ano de ciclo de vida útil da plataforma híbrida:

SPLATOON 2 >. Em uma das IPs da “Big N” mais rentáveis dos últimos tempos, jogar um balde de tinta nas convenções tradicionais dos shooters online para propor um produto muito origina, não é um ato de qualquer estúdio. Para estender a grade de jogadores e fãs de Splatoon 2, a Nintendo poderia criar um modo em VR para que os competidores se enfrentassem sob um novo ângulo de visão em segunda pessoa dos Inklings em diversas arenas da Splat Zones.

ARMS >. Uma das novas IPs da line up inicial do Nintendo Switch que chegou para reforçar a capacidade sensitiva e os sensores de movimentos aperfeiçoados dos Joy-Cons, é um dos jogos que mais contribuiria com a imersão e amplitude tridimensional que a tecnologia de Realidade Virtual é capaz de proporcionar. Além da perspectiva já inserida corresponder com o padrão dos jogos suportados por esta tecnologia, o ritmo imediatista dos Rounds de ARMS faria com que a experiência de jogador não fosse cansativa.

 

MARIO KART 8 DELUXE >. Convenhamos que um dos jogos obrigatórios da biblioteca do Switch, seria perfeito em VR. Ao invés de oferecer tal experiência, a Nintendo se restringiu a dar suporte apenas ao Vehicle-Kit do NINTENDO LABO para simular um volante com acelerador através da construção das peças de papelão. Uma pena. A “Big N” precisava de um feedback (ou “chacoalhada”) dos fãs para incorporar a tecnologia no jogo. Vale ressaltar que através da bem-sucedida parceria com a Bandai Namco, os jogadores puderam experimentar a experiência VR nos fliperamas da terra do sol nascente. Portanto, incluir a imersão aos donos do Switch estenderia o seu ciclo de vida útil do clássico e da plataforma.

Alguns jogadores ao redor do mundo, experimentaram acoplar os aparatos de Realidade Virtual de outras marcas para ver como funcionava a tecnologia em Mario Kart 8 Deluxe. Apelidado como NOEL, o YouTuber resolveu construir o seu próprio aparato com revestimento feito de papelão e no vídeo abaixo, ele relata que se sentiu confortável com a experiência das corridas do bigodudo em VR.

LUIGI’S MANSION 3 >. Imagine explorar os escombros de castelos medievais ou quartos de hotéis mal-assombrados para capturar os fantasmas em VR sob um novo ângulo de visão em primeira ou segunda pessoa…

A Nintendo poderia incorporar ao jogo já lançado, um modo VR lotado de missões exclusivas, assim como a sua parceria com a CAPCOM e a SEGA, rendeu o desenvolvimento de Luigi’s Mansion Arcade para os fliperamas do Japão.