Por Cayo Eduardo. (Equipe BIG BOY GAMES)

De acordo com alguns rumores, a Nintendo revelará Super Mario Odyssey 2. (Nintendo Switch) para complementar o lançamento do primeiro longa-metragem de animação cinematográfica do bigodudo, que chegará aos cinemas no fim deste ano. Em uma entrevista concedida à revista japonesa Famitsu, o game designer japonês HIDEO Kojima mencionou que está desenvolvimento dois jogos inéditos. O diretor oficial de DriveClub e Project CARS 3 – PAUL Rustchynsky, trabalha em um novo jogo. No entanto, não será um game de corrida.

PENSE RÁPIDO: qual das três notícias, consegue aumentar o nível do seu hype?

Independentemente da plataforma preferida e/ou gosto pessoal de cada jogador e/ou de quantos novos jogos os estúdios anunciem durante o ano, no âmago de cada um de nós, existe um espírito saudosista balanceado por lembranças que nos remete aos clássicos dos saudosos anos 90 – época em que as horas de jogatinas eram tomadas pela diversão desenfreada acima das especificações técnicas.

*Imagem de colecionador: SNES e/ou o saudoso e eterno Super Nintendo.

É a principal justificativa na procura crescente por consoles e jogos retro, especialmente raridades, jogos usados e artigos de luxo que se interlaçam na lista dos próximos itens cobiçados por seus colecionadores: 1 Nintendo 64 transparente com o cartucho de Banjo-Kazooie e o joystick conservado, 1 cartucho de Chrono Trigger do Super Nintendo com o rótulo original, a box completa do clássico do PlayStation 1 – Xenogears. Obviamente, o estoque da BIG BOY GAMES inclui alguns artigos de luxo para colecionadores. Clique AQUI e confira!

*Imagem de colecionador: Clássicos do NES e Super Nintendo.

É certo afirmar que os clássicos não morrem jamais. No entanto, em meio ao desenvolvimento de tantos jogos remasterizados, quantos de nós não imaginamos o quão bom seria, se alguns clássicos retornassem em forma de Remake ou Reboot? (…).

Mas e aí produção: afinal de contas, o que é um REMAKE, REBOOT e REMASTER?

REMAKE >

Em inglês, REMAKE quer dizer “refazer”. Foi exatamente isso que a Microsoft e a 343 Industries fizeram com Halo 2, na coletânea Master Chief Collection, um remake que, apesar de não apresentar novidades necessariamente, envolveu um trabalho completo de reconstrução do título original.

Um remake também foi o que a CAPCOM realizou em 2001, quando lançou uma nova versão do primeiro Resident Evil. O game tinha gráficos e jogabilidade um pouco mais aprimorado, rodando em cima de uma nova engine e trazia uma história expandida, além de novas áreas para serem exploradas. O game chegou aos consoles de nova geração no começo deste ano e, até hoje, é uma referência quando o assunto é esse tipo de trabalho.

REBOOT >

O conceito mais complexo dos três traz uma pira semelhante à de um remake, mas é diferente em sua essência. A ideia, aqui, é ir ainda mais além. O termo REBOOT poderia ser traduzido como “reinício” e define exatamente isso: um novo episódio de uma franquia já existente, mas ignorando as produções do passado e trazendo uma abordagem nova e totalmente diferente da anterior.

Um reinício bastante conceituado é o de Tomb Raider, desenvolvido pela Crystal Dynamics, que deu novas bases para a história da exploradora Lara Croft e acabou originando uma nova franquia como um todo, com a sequência, Rise of the Tomb Raider e Shadows of the Tomb Raider.

REMASTER >

Aqui está um dos principais pontos de engano, já que muitos fãs confundem os REMASTERS que inundam o mercado atual com remakes. A diferença essencial é que, em uma remasterização, pouco ou nenhum trabalho adicional é realizado. As desenvolvedoras se focam em atualizar texturas, melhorar a resolução das cenas e tornar tudo mais compatível com as gerações atuais, criando quase nada no processo. Trata-se apenas de trazer um game antigo para os aparelhos atuais, tornando-o apenas mais bonito e compatível com novos padrões.

Foi o que a Naughty Dog fez, por exemplo, com The Last of Us Remastered, que trouxe o game para o PlayStation 4 pouco mais de um ano depois de seu lançamento no PS3.

Ainda que o remake para o PlayStation 5 e PS4 tenha se transformado no sucesso comercial, você deixará de debulhar o Final Fantasy VII original?

Um dos clássicos jogos da SEGA para o saudoso SEGA Saturn – Panzer Dragon foi ressuscitado no reboot disponível para Nintendo Switch e PS4.

O estúdio que desenvolveu o reboot – Forever Entertainment, trabalha na re-imaginação de outro clássico dos fliperamas para a plataforma híbrida da apelidada “Big N”: The House of the Dead. Dois dos clássicos jogos de ação em side-scrolling dos anos 90 que aparentaram impossíveis de serem reimaginados, ganharam reboots no ano passado sem alarde: Ghosts’n Goblins Resurrection e ACTRAISER Renaissance!

*Do lado esquerdo: o clássico ActRaiser. (Super Nintendo, lançado em 1990) e ActRaiser Renaissance. (Nintendo Switch, lançado em 23 de setembro de 2021).

Seguindo esta linha de pensamento, a redação da BIG BOY GAMES pensou em 10 clássicos que poderiam ser ressuscitados, em forma de Remake ou Reboot.

 

  1. Yo! Noid.

Baseada na mascote da grande empresa de fast-food americana chamada Domino’s, um dos clássicos jogos de aventura 2D em side-scrolling mais populares do Nintendinho 8-Bits fez muito sucesso nos anos 90. Os jogadores controlam um jovem com cara de Nerd que está armado com seu Ioiô de estimação, com a missão de livrar a cidade de Nova Iorque das garras do vilão sujo com cara de sabão – o Sr. Mr. Green. Destaque para uma das fases do jogo em forma de torneio, onde ganha, quem conseguir comer mais pizza. Sendo oficialmente uma modificação americana de um jogo japonês lançado pela própria CAPCOM nos anos 90, Yo! Noid poderia ganhar um Remake nos mesmos moldes de Alex Kidd in the Miracle World DX. 

  1. Chrono Trigger.

O clássico J-RPG de 1995 que dispensa maiores apresentações foi pincelado por três gênios: Hironobu Sakaguchi (o pai de Final Fantasy), Akira Toriyama (de Dragon Ball) e o instrumentista Nobuo Uematsu, que usa a viagem no tempo como princípio para seguir um estilo de jogo não linear. Simplesmente é impossível encontrar alguma lista de melhores jogos do Super Nintendo em que Chrono Trigger não tenha ou mereça posição de destaque. Com tantos clássicos sendo ressuscitados, talvez a obra-prima da Squaresoft seja algo difícil de ser retocada por seus três artistas idealizadores. Mas não custa nada sonhar…

  1. Rival Schools.

Desenvolvido pela CAPCOM em 1997 para os árcades da terra do sol nascente e em 1998 para o console de estreia da Sony na indústria dos videogames, o jogo de luta tridimensional 2 a 2 estrelado por estudantes loucos por pancadaria non-stop merece um reboot à altura ou no mínimo, uma edição remasterizada. E desenvolvido com o mesmo motor gráfico de Street Fighter V.

  1. TENCHU.

Talvez Tenchu seja um dos primeiros jogos tridimensionais de ação furtiva a inaugurar uma nova categoria dentro do gênero “Stealth” e a influenciar a evolução do que conhecemos hoje em SEKIRO: Shadows Die Twice e Ghost of Tsushima. O último jogo da franquia arquitetada pela Acquire se apropriou do giroscópio e sensores de movimentos do Wii com maestria e criatividade em Tenchu: Shadow Assassins. A Acquire e a From Software poderiam desenvolver um capítulo exclusivo da franquia para o Nintendo Switch com todas as possibilidades que os JoyCons podem oferecer para o sistema de ação furtiva. Ou pelo menos, um Reboot ou Remake ou Remaster do clássico.

  1. Parasite Eve.

Em 1998, a Squaresoft lançou um RPG cinematográfica, diferente de tudo e o primeiro jogo a receber o selo “Mature” (ou seja, recomendado para maiores de 17 anos). Tendo a policial metropolitana de Nova Iorque – AVA Brea como protagonista de uma trama adulta que se passa em um cenário urbano, contemporâneo e atrelado com elementos de horror e ficção científica, o clássico Parasite Eve não apenas merece (…) precisa ser reimaginado com tudo o que os consoles de nova geração podem oferecer! Nos últimos anos, as patentes de Parasite Eve foram oficialmente registradas pela Square Enix; então pelo menos, podemos sonhar com a revelação de um Remake ou um novo jogo da série.

  1. Darkstalkers.

Conhecido no Japão como VAMPIRE: The Night Warriors, o icônico jogo de luta gótica estrelado por arquétipos lendários dos contos de terror como Drácula, lobisomens, múmias e bruxas do além, completa 27 anos de existência! E pasmem: sem ao menos uma coletânea de celebração sequer lembrada pela CAPCOM. Audiência para ressuscitar Darkstalkers, a CAPCOM tem… Tecnologia? (De sobra!)

  1. Golden Sun.

Este ano, um dos carro-chefe do GameBoy Advance estrelado pelo jovem Isaac completa 20 anos em que infelizmente, a franquia foi esquecida pela Nintendo. Inicialmente desenvolvido para o console de 64-Bits da Nintendo e mais tarde ainda planejado para o Nintendo GameCube, Golden Sun foi oficialmente otimizado para um cartucho de baixa capacidade de memória. Sobrepujando a peculiaridade, a nova propriedade intelectual da Nintendo se transformou em um dos melhores jogos do portátil GBA. Dois novos jogos da série chegaram ao Nintendo DS e parou aí: virou lenda e um dos artigos de luxo mais difíceis de se encontrar. Portanto, a subsidiária da Nintendo – Camelot precisa dar uma pausa no desenvolvimento dos jogos de esporte do bigodudo para ressuscitar este grande RPG de batalhas por turnos no Nintendo Switch. “E pra ontem! ”.

  1. NIGHTS! Into the Dreams.

Duas crianças ingênuas mergulham no mundo dos sonhos e lá, são ajudadas por Nights & Reala – dois seres acrobatas que fazem com que os protagonistas Claris & Elliot sobrevoem o Nightopia. O clássico Nights! Into the Dreams é lindamente colorido, extravagante e diferente de tudo o que se propõe na indústria dos games. Provavelmente, você nunca vai jogar um game igual. Portanto, uma lição de casa para YUJI Naka – o criador do game: Ao invés de tentar criar uma nova propriedade intelectual fracassada como Balan Wonderland na tentativa de transportar os fãs para a premissa da clássica aventura mágica em um lúdico universo tridimensional, que brilhantemente foi criada em 1996 para o SEGA Saturn, o game designer japonês poderia criar um Reboot ou até mesmo um Remake à altura da sequência NIGHTS: Journey of Dreams. (Wii)

  1. Eternal Darkness: Sanity’s Requiem.

Cara, o jogo desligou sozinho. O que está acontecendo? ” “O corpo do personagem está afundando no cenário: será que é bug? “ “Você está reparando que a imagem está ficando torta (…) e olha que ainda não bebi nenhuma birita (risos) “. Na contramão dos jogos de terror de sobrevivência ou horror psicológico em primeira pessoa à lá P.T. lançados em demasia, o cultuado Eternal Darkness: Sanity’s Requiem precisa ser ressuscitado – seja em forma de um reboot seguindo os moldes do Shadow of the Eternals. (Continuação espiritual oficialmente cancelada pela Nintendo) ou no mínimo, um remake.

Idealizado desde a revelação do console de 64-bits da Nintendo e finalmente desenvolvido pela Silicon Knights em 2022 para GameCube, o cultuado de horror psicológico em terceira pessoa com um sistema de jogabilidade que literalmente, brincava com o senso de sanidade de quem o jogava. Uma vez que o medidor de um dos 12 protagonistas zerava, coisas sinistras e estranhas aconteciam no jogo em tempo real. Sentiu o drama? Pensando a tecnologia de vibração tátil do HD Rumble, na câmera AR e outras características únicas dos JoyCons, imaginem em quantas possibilidades de interatividade que a Nintendo poderia brincar com a experiência do usuário a partir do sistema de A.I. padrão apresentada no jogo criado por Dennis Dyack

  1. Extreme-G.

Desenvolvido pela Probe Entertainment e publicado pela ACCLAIM, o bem-sucedido jogo de corrida estrelado por motos futuristas, armas de alto calibre, explosões e muita velocidade do Nintendo 64. A estrutura das pistas tortuosas como montanha-russa é um dos destaques que diferencia Extreme-G dos demais jogos do gênero. No entanto, esqueça todas as continuações que apenas tentaram melhorar o que não precisava ser aperfeiçoado. Nenhum conseguiu superar o jogo de estreia. Na impossibilidade de algum estúdio se atrever a reconstruir um reboot ou remake de um dos melhores jogos de corrida do N64, seria incrível se o estúdio Nightdive Studios. (Responsável por TUROK: Dinossaur Hunter e TUROK 2 para Switch) pudesse ao menos, portar o clássico para a plataforma híbrida da Nintendo. Oremos (risos).

Menção honrosa: Red Steel, El’Viento, Soul Calibur II: versão do Nintendo GameCube, Tatsunoko VS. CAPCOM, Dino Crisis, Xenogears, Baten Kaitos, The Last Story, Siren, Geist, Silent Hill… … …