Por Cayo Eduardo. (Equipe BIG BOY GAMES)

Isso mesmo. Para os mortais comuns com falta de memória aguda, meu nome é TRAVIS Touchdown. Como todo “Otaku” de plantão, sou louco por videogames, música J-Pop no talo, animação japonesa, luta livre, tecnologia de última geração, motos envenenadas e mulheres com volume.

Coleciono os “cards” dos melhores lutadores do ringue. Melhor ainda se eu pudesse ser um deles. Porém, nunca imaginei que comprar uma espada laser através de um leilão pela internet fosse me trazer tantos problemas. E popularidade também.

Foi uma loira francesa muito gostosa que se diz ser agente da organização de assassinos profissionais de nome UAA. “United Assassins Association” (isso lá é nome de organização?), que me colocou nessa. A cínica, atrevida e prepotente SYLVIA Christel, exige uma grana alta como pagamento de royalties em troca da morte dos próximos psicopatas, que ultrapassa 150 mil dólares, cheia de segundas intenções, uma voz doce a lá disque sexo e pouca roupa. Um dia eu ainda pego ela de jeito. Para sustentar a fachada, eu sobrevivo como posso, fazendo alguns bicos: dedetizo casas, recolho água de coco para um sujeito morfético metido a vendedor ambulante de praia, conserto encanamentos, e ainda banco um cozinheiro num restaurante fritando hambúrgueres bem ou malpassados ao gosto do freguês, entrego pizza como motoboy, dentre outros trabalhos sem carteira assinada.

A minha inseparável espada Katana Beam continua sendo a lei da costa oeste de Santa Destroy. Ao vê-la, Silvia Christel se arrepia do Cox até a medula. E na falta de uma, tenho mais três espadas diferentes para comprar no laboratório de uma designer de armas chamada Dra Naomi. Depois de reduzir os 10 pés de chinelo metidos a “serial killer” ao pó em NO MORE HEROES, eu tirei férias a longo prazo. Aproximadamente três anos para ser bem sincero.

Consta que na praça eu era um perigo a solta. Mas pode espalhar que faz sucesso! Meu estado de óbito estava 70% preenchido. Até eu voltar…

ATO 1: Elvis, (OPS…) TRAVIS não morreu!

Só para avisar que eu não estava morto; e sim, para constar que matar ainda é o meu negócio. A partir de agora, eu sou reconhecido como: o tipo certo de garoto errado. No momento certo para decepar o verme que ousar atravessar meu caminho para subir no ranking. Que se dane. Meu lobby é ter estilo. Minha fama ainda é tingir as ruas de vermelho e matar ainda é meu hobby preferido!

E pensando bem, não há nada mais fashion do que morrer pelas mãos de quem mata em grande estilo.

ATO 2: O Underground é Pop.

Em 5 de Dezembro de 2007, o dono de um dos games mais insanos da geração passada. “Killer 7” –lançado ao Gamecube/ Playstation 2, e na época, pouco conhecido, Goichi Suda marcava presença em uma das lojas mais movimentadas de Tóquio para promover o lançamento de NO MORE HEROES; um exclusivo título de peso do Wii, a contraponto da maioria dos jogos de natureza diferente a partir da tecnologia dos sensores de movimentos no console da Nintendo, destinados ao público casual, mas não a contragosto dos jogadores tradicionais. Infelizmente, o jogo caiu no mesmo semianonimato dos primeiros “Cult” criados por Goichi Suda apelidado SUDA51 e sua excentricidade.

Mas, contrariando a lamentável e o fracassado lançamento do título na terra do sol nascente, o carro-chefe do estúdio Grasshooper Manufacture parecia ter mais a cara dos jogadores americanos, embora seu conceito tivesse influências orientais. Desde o seu lançamento no dia 22 de janeiro de 2008, era impossível encontrar alguma unidade disponível do primeiro game nos estoques das lojas americanas EB Games e Game Stop. NMH1 se tornou pop em doses homeopáticas. E por que não existir uma continuação?

Ou melhor, com o Nintendo Switch muito bem obrigado, por que não existir uma edição remasterizada em alta definição dos dois Cults antes do lançamento do esperado NO MORE HEROES 3?

ATO 3: SKELTER HELTER e mais 50 assassinos fazendo hora extra em Santa Destroy?

Na época em que o 1º trailer de HEROES (nome provisório de No More Heroes) foi um dos melhores jogos apresentados na sexta edição da Tokyo Game Show, consequentemente, aparecia no topo da lista dos títulos mais esperados pelos fãs da Nintendo.

Por mudanças de direção no processo de desenvolvimento do jogo, o alucinante duelo de espadas deste trailer estrelado por Travis Touchdown & Helter Skelter; só foi inserido no primeiro No More Heroes, como se fosse um comercial assistido pelo protagonista, e não como experiência de jogo. E por que não incorporar este duelo como proposta para iniciar a tal continuação? Pois bem.

Relançado no dia 28 de maio deste ano para o Nintendo Switch, NO MORE HEROES 2: Desperate Struggle é um esquizofrênico carnaval de loucuras e bizarrices. A continuação é uma caixa de surpresas em tamanho-família. O jogo reconcilia rebelião banhada a sangue com violência exacerbada e mantém a narrativa sem “rasgação de seda“, nem tão pouco, tapas com luvas de veludo.

O game já começa no ápice da insanidade, quando TRAVIS representado pelo jogador enfrenta Skelter Helter (agora, com os nomes trocados). Mais insano ainda é descobrir que, depois de três anos de férias, o samurai contemporâneo caiu do 1º ao 51º lugar no ranking de assassinos profissionais. Sem falar na vingança pela morte de seu melhor amigo BISHOP Shidux. Cabeças vão rolar!

ATO 4: O inconfundível estilo Punk Rock do Geek Popstar, Nerd Popcorn. (Tal pai, tal filho popular pipoca)

Assim como cada traço esboçado num desenho representa uma salada mista de sentimentos, é certo que, cada personagem é o sonhado retrato de seu criador; principalmente quando nos lembramos de figuras como Shigeru Miyamoto e o mais excêntrico da lista: Goichi Suda. Mas ao contrário de sua cria, SUDA51 é aparentemente educado e cortês, pelo menos em entrevista.

Já o seu personagem de estimação TRAVIS, agora considerado como a lenda urbana de Santa Destroy continua sendo um sujeito oportunista, rebelde e desbocado. Os personagens secundários de Suda51 não ficam atrás. Continuam esbanjando personalidade, carisma, sarcasmo e ousadia em seus trejeitos e linguajares. São debochados e extravagantes partindo para um lado paródia.

Percebe-se o brilhantismo e a genialidade de seu criador, logo na tela-título com a frase “PRESS A” e as opções de dificuldade; com tipologias “retro” inspiradas nas formas quadradas das fontes nos jogos do lendário ATARI. Após uma introdução com tomadas cinematográficas e letreiros nos moldes das famosas novelas gráficas americanas, NO MORE HEROES 2: Desperate Struggle nos mostra como superar a fórmula estabelecida pelo game anterior.

ATO 5: O Fantástico mundo de TRAVIS.

Após mandar o 51º serial killer “Skelter Helter” para o “PQP”, você é instigado a participar da Vida Gamer do “rudeboy” em sua eterna morada: a “No More Heroes Motel”.

No banheiro da suíte, o jogo ainda é salvo quando TRAVIS senta na privada para fazer suas necessidades fisiológicas após ter uma discussão interna estomacal – risos. Ao invés do gargarejo, o rebelde sem causa ainda confere se está com cheiro de CC debaixo do braço. Eca.

Touchdown Closet: a sua gata de estimação Jeane está acima do peso e carente de exercícios, massagens e dengos. No final da brincadeira a favor da geração saúde, você será recompensado. Já seu guarda-roupa, já teve peças de roupas mais estilosas.

Na sala, os magazines da estante te ensinam os golpes especiais de luta livre. Pela televisão de 29 polegadas, você tem acesso a um game de nave infantilizado com a câmera vista de cima, gráficos tridimensionais e progressão lateral de tela chamado Bizarre Jelly5.

Batendo todos os recordes, você habilita um videoclipe musical em anime protagonizado pelas mesmas garotinhas do game.

ATO 6: Em time que está ganhando, não se mexe.

Imagine que a mecânica dos controles de NMH2 seja um time de futebol representado pelos melhores artilheiros, atacantes e goleiros. Deliciosamente idênticos ao primeiro jogo.

Recapitulando, com o direcional analógico do “JoyCon esquerdo”, o jogador controla as andanças de TRAVIS. Enquanto o botão L centraliza a câmera, o ZL trava a mira nos inimigos para que seus ataques sejam desferidos com maior precisão! O posicionamento do “JoyCon direito” determina como TRAVIS Touchdown vai segura a espada laser “Katana Beam” controlada por três alturas diferentes de defesa.

Esta técnica digna de um verdadeiro espadachim, é essencial para bloquear golpes adversários e atacar quando o inimigo estiver desprotegido. Se por exemplo, a ponta do JoyCon direito estiver apontada para baixo, o personagem faz uma postura de luta em posição marcial “IAI DO” mais curvada direcionando sua espada para trás. O direcional digital do JoyCon esquerdo”, não serve mais para ajustar a câmera manualmente em 360º como no primeiro jogo, e sim para se esquivar com os rolamentos para os lados, mesmo quando não se está com a mira travada no inimigo.

Quando um dos capangas estiver a sua frente, aperte o botão “A” repetidamente, e você estará diante da barbárie mais sangrenta que meia dúzia de carnificinas! Ao invés de chacoalhadas aleatórias, você realizará um movimento de finalização como aqueles golpes de misericórdia, movendo o JoyCon direito como se estivesse com uma espada em mãos, na direção conforme indica a seta para um dos lados.

Há cada surpreendente finalização, um corpo é dilacerado ao meio, cabeças rolam decapitadas e um banho de sangue esvoaça pela tela. Pressionando e soltando o botão A uma só vez, Travis dilacera os inimigos com a mesma potencialidade.

Os combates se tornam mais instigantes quando ao apertar o B, você imobiliza os inimigos com porradas e pontapés. Quando o moribundo estiver tonto, aperte o B novamente e movimente os dois controles conforme as indicações na tela para executar finalizações com golpes de luta livre.

Apertando o A em seguida, TRAVIS impiedosamente não deixa por menos enfiando sua espada no indefeso inimigo estirado no chão.

Sem dar nenhuma folga para quebrar o gelo, após os golpes de misericórdia, ainda roda uma roleta de caça níquel na parte inferior da tela. Se tirar três símbolos iguais, acontecerão outras surpresas em forma de superpoderes ou aquisições de valores altíssimos em dinheiro.

Um dos poderes em especial é revelado quando você tira três emblemas iguais contendo a palavra BAR: TRAVIS Touchdown se transforma num tigre enfurecido destruindo tudo!

ATO 7: NO MORE HEROES Plus???

O rebelde sem causa ganhou movimentos extras de ataque.

Com o JoyCon esquerdo em mãos, faça movimentos circulares para que TRAVIS dê golpes giratórios com a espada.

Quando o tigre redesenhado no campo inferior direito da tela estiver irritado, aperte o botão “menos” do “JoyCon esquerdo” para ativar o modo de super velocidade. Este modo eleva a natureza da batalha para um nível esquizofrênico, fazendo com que a tela fique distorcida e com que TRAVIS dilacere os assassinos numa velocidade alucinante!

Ao invés de tentar reconstruir as ruas vazias e bizarras de Santa Destroy retratadas no primeiro jogo, a movimentação agora ocorre de forma mais prática por meio de missões espalhadas em um mapa preto e branco.

Na loja de roupas, acessórios e calçados “Airport51”, é necessário desembolsar uma grana para comprar um tênis da hora, por exemplo. Fazer do protagonista um objeto a ser customizado o torna o personagem mais “Cool” de todos os tempos!

Na academia de ginástica “Ryan´s Gym” de Santa Destroy, seu instrutor um tanto quanto afeminado lhe passa alguns exercícios para ganhar mais força e vitalidade.

No laboratório da designer de armas Naomi, você gradativamente, compra os outros três modelos de espadas diferenciadas por tamanhos e técnicas: a Camellia MK-III – mais poderosa que a adorada “Katana Beam”, a espada apelidada de Peony – com uma lâmina luminosa bem longa e de lenta movimentação capaz de lançar poderes flamejantes à distância; e por fim, a espada dupla Katana Beam Rose Nasty – manuseada através de movimentos diagonais com os dois controles ao mesmo tempo para desferir os famosos golpes de misericórdia mais arrasadores.

E detalhe: As quatro diferentes espadas são escolhidas e ativadas durante a sessão de carnificina.

ATO 8: Atividades extracurriculares nada convencionais em 8-Bits.

Nesta maluca continuação, todas as atividades secundárias e bicos de TRAVIS, declaradas pelo próprio “freelancer” no começo desta análise se assemelham as atividades de rotina na vida real.

Mas a grande maioria nos remete a voltarmos ao passado fantasioso e nostálgico dos videogames dos anos 80, demarcados pela Era 8-Bits; cuja geração alimentada por gráficos pixelados em bitmaps movimentados por poucos quadros de animação, comandos minimalistas, efeitos sonoros que mais pareciam ruídos de tão irreais, músicas em MIDI que grudavam em nossas mentes por bem ou por mal, vozes digitalizadas em mono e detalhe: mais criatividade a favor da diversão do que, necessariamente tecnologia.

É retro no visual, é retro no som, faz a linha retro nos controles e é atemporal através de mini games igualmente sem nexo. Sem esquecer do efeito sonoro de Suda51 às escuras da tela, soprando o chip do cartucho para não dar “tilt” no game, antes do início de cada mini game escolhido.

Não é imperativo que os jogadores façam, obrigatoriamente, os minijogos entre as missões para prosseguir no jogo ou até mesmo para alcançar o próximo ranking.

ATO 9: O Diabo mora nos detalhes.

Embora o visual de NO MORE HEROES 1 & 2 ainda pareçam estranhos por se apropriarem de um estilo particular de CEL SHADING abusando de sombras acentuadas, seus gráficos estão mais robustos que o jogo de estreia. Belos efeitos de luz em alto contraste com formas sem contornos lembram as técnicas visuais das antigas GRAPHIC NOVELS americanas, com o uso de cores chocantes e animações de ponta. Em alta definição, ficou ainda melhor.

O poder da obra está na arte do game sabiamente criado através de pontos de inspiração e memoráveis referências a cultura Pop em geral!

Como se não bastasse o Character Design do jogo ser construído por personagens carismáticos como há tempos não víamos no universo dos games; todos eles em conjunto com seus elementos gráficos têm seu charme inspirado em alguma grande obra fora do universo virtual.

O mestre SUDA 51 não economizou em suas menções honrosas.

O que dizer de suas bizarrices? Insanamente tétrico.

 

ATO 10: O Loading mais artístico e charmoso já exposto em um game.

Quando TRAVIS Touchdown entra em um local diferente ao ambiente anterior, a cena se congela sob as cores vermelha e preta, nos fazendo recordar do “visu” das histórias em quadrinhos do desenhista Frank Miller. Se a trama estiver envolta de um mistério a ser desvendado, a cena é congelada de forma monocromática. A própria tela-título de quando você reinicia a sua jogatina, é uma atração à parte.

Ótima jogada de mestre do Sr. SUDA para nos distrair enquanto rola um “Loading” insignificante que só ajuda a admirá-lo ainda mais.

 

ATO 11: GRASSHOPPER BAND em mono ou estéreo no Jukebox.

A maravilhosa instrumental composta por Masafumi Takada – o mesmo compositor de NMH1, é contagiante e compõem o dinamismo e a adrenalina dos duelos. Destaque para a música do gênero J-Pop cantado por “Hatsune Miku” extraída da trilha sonora do desenho animado japonês “Bizarre Jelly5” assistido por Travis, a trilha sonora remixada do CD Bônus do primeiro game “No More Heroes Soundtracks: Dark Side” e os remixes das músicas sintetizadas em midi dos minijogos retrô. A maioria dos diálogos entre os personagens são falados, graças à primorosa dublagem feita mais uma vez pela mesma equipe de “KILLER7”.

Os efeitos sonoros são do além! O game não teria o mesmo peso se não tivesse toda essa barulheira. Ao duelar com os outros assassinos, escute com atenção aos barulhos familiares da saga “STAR WARS” que saem da Katana Beam. São convidativos e simplifica a grande homenagem do mestre SUDA 51 ao gênio da LUCAS ARTS, o GEORGE LUCAS.

Enfim, jogue NO MORE HEROES 2 no último volume!

ATO 12: A sangrenta epopeia irônica cronicamente inviável.

GOICH Suda e QUENTIN Tarantino andaram tomando 51 drinques no inferno. Como assim produção?

Além do carisma, os personagens vestem trajes extravagantes e descolados que aparentam ter saído do vestiário do mundo fashion, enfeitados por vestimentas ousadas, elementos orientais e apetrechos bizarros. Para que você entenda todo o poderio criativo, cada um deles expõe um jeito muito particular no modo de agir, no vestir e lutar. Todos eles têm uma sensualidade e imponência tipicamente conhecida pelos personagens canastrões dos filmes “CULT” do mestre Quentin Tarantino como KILL BILL, Um drinque no inferno e Planeta Terror.

Os chefes do jogo representam uma coletânea de malucos dos mais excêntricos. Sente o drama!

Nathan Copeland é um daqueles “MC’s” marrentos com cara de mal, que usa impiedosamente as suas duas amantes “Black Power” como escudo, seu Micro system estéreo de 1.500 watts como armadura e “twitters” de caixas de som como parte de seus braços mecânicos; e ainda por cima, antes de cada ataque, manda uma rima firmeza como se estivesse fazendo um pai nosso – risos.

Charlie MacDonald é jogador de futebol americano agraciado pelas tietagens das loiras ninfetas e chefes de torcida de um estágio sem platéia alguma. O fulano banca um piloto de robôs descomunais e a metrópole fica pequena numa batalha homérica com cara de “Live-Action” das antigas.

Os Nomes e sobrenomes são baseados em atrocidades reais, gêneros musicais, novelas, produções cinematográficas de Hollywood, bandas de Rock e gírias norte-americanas. Skelter Helter. (O 51º assassino do Rank), teve seu nome inspirado em uma real matança cometida por um assassino em série que chocou a sociedade americana na década de 60.

Como de costume em todas as criações do mestre SUDA, o enredo se mostra mais intrigante e complexo conforme se progride com uma trama repleta de reviravoltas e revelações escandalosas. Àqueles que tiveram a oportunidade de jogar o primeiro jogo, o nome Destroyman parece familiar para alguns de vocês? Como nada é por acaso, o mundo dos assassinos é menor do que imaginamos, tramando o retorno dos fantasmas do passado na vida da família do protagonista rebelde TRAVIS envolvida com a organização. O que parecia simples, a cada minuto adiante te surpreende com a complexidade que se desenrola sem nenhum furo de roteiro.

Os personagens entram e saem livremente de suas funções para comentar sobre a ação chegando a um clímax em que as reviravoltas aumentam progressivamente de maneira tão irrisória que o próprio jogo te enfeitiça como aqueles filmes clássicos por melhores roteiros.

A grande façanha é como o Sr.SUDA conseguiu transformar todos estes elementos referenciais em algo coerente. Segredo de estado – risos.

Quando mal pensamos que a criatividade do game designer japonês parou por aqui, é a partir deste ponto que um dos desenvolvedores mais “Cult” do momento nos mostra que está apenas começando. Seria maldoso demais de minha parte se revelasse mais detalhes a ponto de estragar a surpresa.

ATO 13: Os Punks também amam.

Sem papo calcinha nem strip tease, a admiradora secreta de Travis “SHINOBU Jacobs” é tão cruel em combate quanto seu “sex appel” a flor da pele.

A morena-canela “afro oriental”, e também espadachim vestida com trajes de colegial, é especialista em pulos e ataques aéreos. Além de muito bem afiada, sua tradicional “Katana” libera magias à longa distância. A pedra no sapato aperta quando você tenta dar saltos precisos ou tenta ajustar a câmera desgovernada.

Junto com a colegial, vem “HENRY Motherfucker” – o irmão gêmeo de Travis Touchdown.

Considerações finais do game “Underground” que deu certo!

NO MORE HEROES 2: Desperate Struggle é uma forma caricata da fantasia do homem. Pega a vida e a mente de um jovem e então a expande e a explode. É além da imaginação, além das proporções e ridículo em certos momentos, terrivelmente familiar em outros, com extensa referencia a cultura Pop: filmes, seriados, HQ, Cinema e faz homenagens ou tira um barato com a cara dos clássicos “Metal Gear Solid”, “Resident Evil”, “Gundam”. Até o maior dos saudosistas perceberia que este é um jogo bastante incomum. É daqueles jogos que precisam ser conferidos por todos os tipos de jogadores e adeptos de outros consoles da nova geração, por mais que a violência transpareça ser gratuita.

Os dois cults NO MORE HEROES & NMH2: Desperate Struggle são mais do que os melhores jogos de ação do Nintendo Switch, uma dose dupla que vale por sua excentricidade. É uma crítica satirizada a sociedade japonesa e norte-americana, ao capitalismo, aos jogos eletrônicos e ao ego de quem os joga e se intitula como o mais veterano dos “gamers”; ou seja, você mesmo! A BIG BOY GAMES recomenda de olhos fechados.

Debulhe os dois agora mesmo!

Gráficos/ Direção de Arte: 9

Som e Efeitos sonoros: 10

Jogabilidade/ Interatividade: 9

Diversão: 10

Single Player: 10

Multiplayer: 0

Média: 9